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Sociedade

Guardaram cadáver em casa à espera de ressurreição, agora estão presos

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Três cidadãos do Lobito, província de Benguela, retiveram em casa durante uma semana o corpo de um familiar que morreu de doença, acreditando na ressurreição da vítima através de orações propostas por suposto pastor de uma igreja apostólica.

A Polícia, alertada pelos vizinhos, que já não suportavam o cheiro, deteve, neste domingo, 17, os cidadãos em causa, indiciados por crime de sonegação de cadáver.

Os familiares da vítima, uma jovem de 28 anos da idade, começaram por pagar ao suposto pastor cerca de 300 mil Kwanzas, mil e oitocentos dólares americanos ao câmbio oficial, inicialmente para rezas que visavam debelar a doença.

Consumado o pior, os parentes da malograda, crentes da Igreja Universal do Reino de Deus, receberam a garantia, soube o Correio da Kianda, de que a ressurreição chegava em uma semana.

A Polícia entrou em cena no bairro da Luz, rua dos Açores, após denúncias de moradores, segundo o superintendente-chefe Pinto Caimbambo, porta-voz do Comando Provincial, que disse que a polícia encontro “um cadáver, envolto em lenços e cobertas desde o dia 10 deste mês”.

Segundo o porta-voz tudo indica que isso se deveu “a uma suposta crença em uma seita religiosa que fazia rituais para a ressurreição”.

Infelizmente, não se verificou, o corpo decompôs-se e estava a incomodar os vizinhos’’, relato Caimbambo.

O curso da investigação, avança o oficial da Polícia Nacional, vai determinar o presumível envolvimento de um pastor.

‘’Estamos a tratar do processo de sonegação de cadáver, no âmbito do qual procuraremos saber as circunstâncias, uma vez que o corpo não foi enterrado a tempo. Só ontem foi enterrado, saindo directamente de casa para o cemitério da Catumbela (ao lado do Lobito) ‘‘, acrescentou.

A Igreja Universal do Reino de Deus não emitiu qualquer declaração mas uma fonte negou que o líder religioso na mira da Polícia seja desta congregação.

Estão detidos um jovem e duas senhoras, todos irmãos da vítima.