África
Grupo de rebeldes armados mata mais de 60 pessoas na Nigéria
Homens armados mataram pelo menos 60 pessoas em várias vilas remotas do noroeste da Nigéria esta semana, disseram clérigos locais e grupos humanitários na quarta-feira, enquanto o país enfrenta um aumento da insegurança em seu norte, maIoritariamente muçulmano.
Os ataques, que abrangem dois estados vizinhos de Kebbi e Níger, atingiram pelo menos 10 vilarejos, avançou a Agence France Press, que cita clérigos e um relatório humanitário.
De acordo com um relatório 20 mortes foram registradas em um ataque na terça-feira em Erena, na área do governo local de Shiroro, no estado do Níger.
Um segundo relatório, da segurança militar revela que os atacantes eram “bandidos” com “armas sofisticadas” que “invadiram [um] acampamento militar.” Entre os mortos estão “dois vigilantes e um motorista da equipa conjunta de segurança”, n
O distrito de Shiroro tem sido persistentemente aterrorizado por grupos criminosos locais conhecidos como “bandidos” e por jihadistas, formando alianças que atacam e deslocam várias comunidades.
Já em Kebbi, um membro do clero disse que 24 pessoas haviam sido mortas mas dados mais recentes apontam para mais de 40 mortos, entre cristãos, mulçumanos e fiéis tradicionais, além da queima de igrejas, casas de mulçumanos, ovelhas, gado e celeiros de comida, durante três dias.
Durante os ataques, denunciou um clérigo, os atacantes vasculham os arbustos ao redor do vilarejo, onde os moradores normalmente se esconderiam durante os ataques, “e caçam por aqueles que estavam escondidos no mato e os abatem”, disse o clérigo, que sublinha que “eles não estavam deixando nada, não estavam levando nada. Eles estavam a matar e destruir.”
Esses ataques provocaram a fuga de pelo menos 500 pessoas das suas zonas, que estão a ser abrigadas em igrejas e escolas na cidade de Yauri, no estado de Kebbi.
Até ao momento nenhum grupo reivindicou a responsabilidade, mas a polícia culpou um grupo jihadista local conhecido como Mahmuda pelos ataques em Kebbi.
O estado de Kebbi está na fronteira da Nigéria com Benin e Níger e, desde 2025, tem sido alvo de um número crescente de ataques jihadistas.
