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Sociedade

“Grevistas devem garantir o mínimo para que funções continuem a ser exercidas” – MAPTSS

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Arrancou esta quarta-feira, 19, a primeira fase da greve decretada pelas centrais sindicais, com olhos virados para o aumento do salário mínimo nacional.

Em causa está a satisfação de um caderno reivindicativo com cinco pontos fundamentais, com realce para o ajustamento do salário da função pública em 250 por cento, e um ajustamento do salário mínimo nacional, inicialmente na ordem dos 245 mil kwanzas, agora reduzido para 100 mil kwanzas.

Em declarações ao Correio da Kianda, na manhã desta quarta-feira, 20, o representante do MAPTSS, Gabriel Mbilingui, disse que o Ministério do Trabalho acompanha este primeiro dia da greve e afirma que todo exercício do direito a greve tem os seus efeitos.

“Os trabalhadores têm os seus direitos, mas o exercício do direito a greve tem os seus efeitos também e um desses, o principal é a suspensão da relação laboral e suspensão da relação de trabalho que pressupõe que quem adira a greve livremente pode não receber os vencimentos correspondentes aos dias que aderiu a greve, ou seja não tem os vencimentos processados. Doutro modo, os trabalhadores grevistas devem garantir o mínimo para que as funções continuem a ser exercidas”, recordou.

Sobre a probabilidade de uma segunda ronda negocial entre a entidade patronal, neste caso o Executivo, representado pelo MAPTSS e as centrais sindicais, Gabriel Mbilingui, respondeu nos seguintes termos:

“A negociação é uma forma de resolução de conflitos que compreende o processo de greve e há sempre essa possibilidade de negociação e  conciliação se as partes se entenderem”, avançou.

E na província de Benguela, os funcionários do regime geral, filiados a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores de Saúde, Administração Pública e Serviços de Angola, não vão aderir a greve.

A informação foi avançada pelo Secretário-geral da Federação, Custódio Cupessala, que defende que “as negociações entre o governo e as centras sindicais devem continuar para o bem dos trabalhadores”.