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Sociedade

Greve na TCUL: Bureau Sindical Austral garante tabela salarial reajustada para 65% a partir de hoje

Manuel Camalata

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Centenas de Trabalhadores da TCUL, entre motorista, cobradores, expedidores e mecânicos continuam a manifestar-se defronte a portaria da empresa, a reivindicar por melhores condições de trabalho. Entretanto, o Bureau Sindical Austral, outra força sindical que diz ser a legalmente reconhecida e que funciona há mais de 20 anos, chamou a imprensa na tarde desta sexta-feira para anunciar reajustes salariais em 65% para atender as preocupações de todos os trabalhadores.

Segundo Domingos Epalanga, do núcleo da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola, na TCUL, o caderno reivindicativo que terá sido apresentado à direcção da empresa, é constituído por 18 pontos, sendo a melhoria significativa dos salários dos trabalhadores com vencimentos mais baixo, a redução das assimetrias salariais e a valorização profissional dos trabalhadores ligados ao objecto social da empresa, as mais importantes.

Entretanto, referiu que a greve vai manter-se até domingo e na segunda-feira 3, vão realizar uma assembleia geral para decidir sobre o levantamento da greve.

Domingos Epalanga entende que a valorização dos trabalhadores vai permitir a resolução do problema da mobilidade urbana na capital do país.

O Coordenador do Bureau Sindical do Austral na empresa Transportes Colectivos Urbanos de Luanda (TCUL) João Lourenço João, chamou a imprensa para anunciar o aumento dos vencimentos salariais dos trabalhadores daquela empresa pública, na ordem dos 65% em função das reivindicações dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e dignidade social.

O aumento, segundo o Coordenador do Bureau, João Lourenço João, começa a vigorar a partir de 1 de maio, para todos os funcionários daquela empresa, em função do memorando assinado entre a sua organização sindical e o Conselho de Administração. Segundo fez saber, a partir deste mês de Maio começa a vigorar na empresa TCUL o qualificador ocupacional profissional de funções, a partir do qual se fez a alteração da tabela salarial para todos os funcionários da TCUL.

João Lourenço João disse ainda que o que se está a passar na TCUL “não é uma greve”, mas uma paralisação dos trabalhos por parte de um grupo de trabalhadores da empresa.

“Reconhecemos que são nossos colegas, os problemas deles são nossos problemas e esses problemas vêm sendo discutidos um bom tempo”, tendo apelado aos mesmos a não aderir as iniciativas de aproveitamento que criam desordem.

O Coordenador Adjunto do Bureau Sindical Austral, Domingos Contreiras, fez saber que a nova tabela salarial, em vigor a partir de 1 de maio de 2021, surge em função de “uma grande luta” através da qual se conseguiu atingir um reajuste de 60% em várias categorias profissionais da empresa, tendo considerado um “esforço muito grande único em Angola, neste período de crise, fazer um reajuste na ordem dos 60%”. A título de exemplo, o lavador-Auto, que até então tinha um salário de 52 mil Kwanzas, com o reajuste de 60% passa, a partir de agora, a auferir 84 mil kwanzas.

Outro reajuste é de 65%, através do qual, os trabalhadores das várias categorias profissionais e que auferiam 53 mil Kwanzas, com estes reajustes o salário mensal passa a ser de 87 mil Kwanzas.

Na categoria de motoristas, cujo salario mensal é de 73 mil kwanzas, passam agora a ganhar o salário de 117 mil kwanzas, ao passo que os que recebiam 80 mil kwanzas/mês o salário sobe agora para 128 mil kwanzas.

Já os mecânicos que antes recebiam 61 mil Kwanzas, têm agora o salário estipulado em 101 ao passo que o mecânico auto principal tem agora o salario de 132 mil kwanzas, contra os anteriores 80 mil kwanzas.

O objectivo, segundo fez saber, Domingos Contreiras é melhorar a vida dos trabalhadores, tendo por outro lado, apelado aos seus colegas à retornarem aos respectivos postos de trabalho, “por só trabalhando é que vamos poder ter esses salários nas nossas contas”.

O Conselho de Administração da TCUL, informa, num comunicado enviado esta semana ao Correio Kianda, estar alheio à greve declina todas as responsabilidades sobre a greve da CGSILA na empresa por entender a paralisação dos trabalhos ser ilegal, por não ter sido comunicada e também pelo facto de o referido núcleo de trabalhadores ser “inexistente” na TCUL, a mesma não ter sido comunicada à entidade patronal.

Adianta ainda que a acção da referida comissão sindical é ilegal por estar a violar os artigos 10º e 12º da lei da greve.

No documento, o Conselho de Administração da TCUL referiu que, reuniu com o Instituto Nacional de Transportes Rodoviário, no passado dia 19, com o grupo de trabalhadores da empresa filiados a Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola, durante a qual a empresa pública de transportes colectivos de Luanda se comprometeu em responder às reivindicações.

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