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Sociedade

Greve: falta de salário leva paralisação do CFM por seis dias

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Os trabalhadores dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes, que abrange as províncias do Namibe, Huíla e Cuando Cubango, iniciaram esta quinta-feira, 16, uma greve de seis dias, para exigir melhoria das condições laborais e aumento salarial.

São mais de 1.500 trabalhadores dos Caminhos-de-Ferro nas três províncias do Sul do país, que iniciaram, ontem, a greve geral.

O primeiro Secretário da Comissão Sindical do CFM no Namibe, José Serviço Kanonnguembi, afirmou que a greve está a ser observada em toda a extensão do CFM das três províncias.

“A greve vai durar seis dias. Estamos a lutar pelos interesses dos trabalhadores, a princípio temos o caderno reivindicativo remetido ao Conselho de Administração, na qual temos um acréscimo de 175%, acerto de categoria e horas extras”, disse.

Explicou que a greve será feita de forma faseada, pelo que numa primeira fase a locomotiva que liga os municípios do Namibe e da Bibala, e do Xamutete/Menongue vão manter-se em circulação.

O sindicalista afirmou que, se depois dos seis dias de paralisação o Conselho de Administração não se pronunciar, vão retirar paulatinamente de circulação todos os comboios do CFM.

Outra problemática que motiva os trabalhadores a optar pela greve, são os salário, pois, “temos aqui trabalhadores que estão a auferir um salário se 12 mil kwanzas”.

Aquele funcionário do CFM manifestou vontade de ver uma abertura da entidade para o diálogo negocial, de formas a ultrapassar a greve.

Na província da Huíla, de acordo com o primeiro secretário, Wilson dos Santos Chivinda, a paralisação vai obedecer a quatro fases, com interpolação da paralisação dos serviços nas horas normais de trabalho, podendo repetir-se de dias 20 a 26 de novembro de 2023, caso a entidade patronal não se pronuncie.

O primeiro secretário da comissão sindical do CFM no província do Cuando Cubango, Tenor Missi, recordou não ser nova a greve, pois a primeira ocorreu em 2019, data que o Conselho de Administração recebeu o caderno reivindicativo dos trabalhadores.

“Esse caderno não teve éxito, e na investidura do novo gestor, a comissão sindical entendeu voltar a pegar o mesmo caderno reivindicativo que não tinha sido dada a resposta, para alterar algumas coisas e dar entrada, mas a entidade empregadora teve o contacto com o dossier, deu uma resposta que não foi convincente”, justificou a retomada da greve.

Entre os trabalhadores, há quem afirma que está há 11 anos a receber um salário de 88 mil Kwanzas, que considera injusto, uma vez que ocupa o cargo de chefia da Secretaria geral do CFM em Menongue.

A falta de mudança de categoria está também no centro das reivindicações, havendo quem está há 30 anos na mesma categoria profissional.

“Há pessoas que estão a estagiar há cinco anos, o que não é justo”, disse a chefe de sessão.

Os trabalhadores afirmam ainda que colegas há que desde que ingressaram, em 2013, continuam na categoria de auxiliar.