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Greve de professores na Escola Portuguesa de Luanda

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Os professores da Escola Portuguesa de Luanda (EPL) iniciam esta terça-feira uma greve, naquele que será mais um capítulo nos meses de crispação interna que a instituição vive, com as críticas dos pais à forma como está a ser gerida.

Segundo informação reunida pela agência Lusa junto da EPL, o protesto dos professores, com dias de greve interpolados a 17, 18 e 19 de abril, 08, 09 e 10 de maio, e 08, 19 e 27 de junho, passa por reivindicações salariais, nomeadamente devido à inflação galopante em Angola e à desvalorização, superior a 30%, do kwanza para o euro, desde janeiro.

Com cerca de 2.000 alunos, do pré-escolar ao 12.º ano de escolaridade, a EPL segue o currículo e calendário escolar de Portugal, tendo sido construída pelo Estado português em terrenos no centro de Luanda cedidos pelo Governo angolano. A CPEA, para a sua gestão, recebe um subsídio anual do Estado português, que em 2017 ascendeu a 776.000 euros.

As reivindicações seriam satisfeitas com o orçamento retificativo para 2018 – que ronda os 11 milhões de euros por ano -, apresentado pela direção da CPEA em março último, mas que foi chumbado pelos cooperantes, essencialmente pais e encarregados de educação, que criticam as sucessivas mexidas nas propinas, algumas das quais, acusam, sem homologação do Governo português.