Sociedade
Grávida de nove meses morre após atropelamento em Cacuaco
Uma mulher grávida de nove meses morreu na última semana, no município de Cacuaco, em Luanda, após ter sido atropelada enquanto vendia mandioca no passeio.
A vítima, de 31 anos, foi colhida por um mini-autocarro que, segundo testemunhas, perdeu os travões e invadiu a zona pedonal, atingindo várias pessoas. De acordo com familiares, a mulher acabou por ser arrastada pela viatura, sofrendo ferimentos graves.
O irmão mais velho da vítima, Paulo Simão Bengue, relatou que a mulher não teve tempo de reagir devido ao estado avançado da gravidez.
“Ela estava no passeio a vender mandioca quando o carro perdeu os travões e subiu. Algumas pessoas conseguiram fugir, mas ela, por estar grávida, não conseguiu escapar”, contou.
Segundo o familiar, a vítima permaneceu mais de 30 minutos no local do acidente à espera de assistência médica, sem que uma ambulância chegasse a tempo.
“Ela ainda dava sinais de vida, mas não havia socorro. Foi um cidadão que decidiu levá-la ao hospital numa viatura particular”, acrescentou.
Já na unidade hospitalar, a situação tornou-se ainda mais crítica. De acordo com o irmão, houve demora nos procedimentos administrativos necessários para uma intervenção cirúrgica urgente.
“No hospital pediram um familiar para assinar documentos antes da operação. Esse tempo acabou por complicar tudo”, lamentou.
Minutos depois, segundo o relato, a equipa médica detectou sinais vitais do bebé e ponderou uma intervenção para salvar a criança. No entanto, o atraso no atendimento terá contribuído para o desfecho fatal.
O caso está a gerar indignação entre familiares e moradores de Cacuaco, que apontam falhas tanto na assistência de emergência no local do acidente como no atendimento hospitalar. A tragédia volta a levantar questões sobre a segurança rodoviária, o estado técnico dos transportes públicos e a capacidade de resposta dos serviços de emergência na capital do país.
