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Governo de Trump ameaça sair do Conselho dos Direitos Humanos da ONU

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O Governo de Donald Trump ameaçou retirar os Estados Unidos do Conselho dos Direitos Humanos da ONU se aquele organismo não adotar “reformas”, refere uma carta do secretário de Estado, Rex Tillerson, divulgada hoje na revista “Foreign Policy”.

A carta enviada por Rex Tillerson a nove organizações independentes confirma rumores de que o Governo de Donald Trump está a considerar sair daquele órgão com 47 membros, com sede em Genebra, e que os Estados Unidos criticam há anos devido ao preconceito com Israel.

“Embora possa ser a única organização dedicada aos direitos humanos, o Conselho de Direitos Humanos necessita de reformas consideráveis para que possamos continuar a participar”, escreve o secretário de Estado na carta.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos assegurou que “continua a avaliar a eficácia” do Conselho, mas está cético sobre o valor de fazer parte de uma organização de direitos humanos, que inclui entre os seus países membros com um histórico questionável naquele campo, incluindo a China, Egito e Arábia Saudita, refere a revista.

A curto prazo, os Estados Unidos querem que o Conselho renove o mandato de uma comissão da ONU para investigar as atrocidades na Síria, assim como dos relatores especiais que investigam casos de tortura e que promovem a liberdade de expressão, salienta o chefe da diplomacia norte-americana.

O Governo do republicano George W. Bush votou contra a criação do Conselho dos Direitos Humanos, em 2006, e negou-se a participar naquele órgão, por o considerar dominado por países violadores dos direitos humanos.

O seu sucessor, Barack Obama, decidiu juntar-se ao Conselho dos Direitos Humanos em maio de 2009 com o objetivo de o reestruturar.

 

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