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Governo pretende privatizar empresas de comunicação até 2021

Redação

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O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, negou, neste domingo, 18, a existência de censura na TV Zimbo e outras empresas do sector que reverteram recentemente para o Estado angolano.

Ao intervir na cerimónia alusiva aos 45 anos da Televisão Pública de Angola (TPA), afirmou que os órgãos apreendidos a entidades privadas continuam a trabalhar “normalmente”.

Conforme o titular da pasta, estas empresas, constituídas com fundos públicos e detidas até então por agentes privados, mantêm-se fiéis às suas linhas editoriais.

Com este pronunciamento, Manuel Homem respondia às insinuações da sociedade civil de uma suposta interferência do Governo na TV Zimbo e noutras empresas.

Estas ideias ganharam corpo depois de uma denúncia do jornalista e economista Carlos Rosado, que afirmou, nas redes sociais, ter sido impedido de abordar um tema no espaço de análise “Directo ao Ponto” desta estação televisiva.

Noutro domínio, o ministro Manuel Homem assegurou que o Estado está a trabalhar para concretizar, até 2021, o processo de privatização destas empresas.

Trata-se de empresas do sector que passaram para a esfera do Estado, este ano, ao abrigo da Lei de Repatriamento de Capitais e Perda Alargada de Bens.

No âmbito deste processo, reverteram para o Estado as empresas do Grupo Media Nova (Tv Zimbo, jornal O País e Rádio Mais), bem como do grupo Interactive Empreendimentos Multimédia, Lda (TV Palanca, Rádio Global e Agência de Produção de Programas de Aúdio e Visual).

“O Executivo mantém o seu compromisso de conservar os postos de trabalho nestes órgãos, continuar a garantir o pagamento dos salários aos seus trabalhadores e de pugnar pela pluralidade e diversidade da informação”, rematou.

Cidade Técnica

A Televisão Pública de Angola (TPA) ganhou, neste domingo, uma Cidade Técnica, construída no seu Centro de Produção do Camama, em Luanda.

Designada Cidade Técnica Florindo Ramos, em homenagem ao profissional da estação com este nome, a mesma foi construída de raíz no espaço de cinco meses.

Inaugurada pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, a infra-estrutura, com cinco naves, comporta várias áreas, entre elas uma área social, ginásio e dormitórios para os funcionários que tiverem necessidade de pernoitar no Centro de Produção.

A mesma visa dar resposta à necessidade de melhor acomodação dos meios técnicos da TPA e conforto aos profissionais da área técnica desta estação.

A infra-estrutura conta também com serviços de abastecimento directo das viaturas da empresa, que celebra hoje 45 anos desde a sua fundação.

A Televisão Pública de Angola foi fundada a 18 de Outubro de 1975.

Está presente na maioria dos lares de Angola, com três canais que emitem diariamente: TPA 1, generalista e principal da estação, TPA 2, com enfoque para o entretenimento e juventude, e a TPA Internacional, para atender a diáspora angolana e não só, promovendo, deste modo, a imagem de Angola além fronteiras.

Por Angop 

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