África
Governo moçambicano apela a investigação de assassinatos de membros do partido de Mondlane
O governo moçambicano repudiou hoje, 19, o assassinato de membros do partido Anamola, fundado por Venâncio Mondlane, e pediu às autoridades policiais para investigarem e responsabilizarem os autores.
O governo repudia e responsabiliza, por isso que as autoridades respectivas deverão fazer um trabalho para confirmar ou identificar os culpados e naturalmente responsabilizar”, disse
O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, disse que ninguém tem o direito de tirar a vida de outro cidadão, apelando à calma perante as investigações que vão ser dirigidas pela polícia para encontrar as reais motivações e os culpados pelos crimes.
“O governo repudia e vamos continuar a instar as autoridades para que encontrem os culpados e, a breve trecho, responsabilizem”, disse Impissa no final de um encontro do Conselho de Ministros, realizado em Maputo.
Esta reacção do governo moçambicano surge numa altura em que mais um membro do partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), foi morto a tiro na semana transacta, na sua residência, no distrito de Massangena, província de Gaza.
Recentemente um outro homicídio aconteceu na noite de 09 de Maio, quando Anselmo Vicente, coordenador do partido no Chimoio, centro do país, foi também atingido mortalmente a tiro.
Perante este cenário, o Governo disse que ninguém tem o direito de tirar a vida de outro cidadão, apelando à calma perante as investigações que vão ser dirigidas pela polícia para encontrar as reais motivações e os culpados pelos crimes.
“O Governo repudia e vamos continuar a instar as autoridades para que encontrem os culpados e, a breve trecho, responsabilizem”, disse Impissa.
Em 11 de Maio, o político moçambicano Venâncio Mondlane denunciou o assassínio de 56 membros do seu projeto político, convocando para o dia seguinte um minuto de silêncio, entoação do hino nacional e apitos contra estas mortes.
Venâncio Mondlane, candidato presidencial em 2024 e um dos principais críticos da governação em Moçambique, disse que estes assassínios são em resposta “à aceitação e força brutal” que o seu partido tem, incluindo uma base social “extremamente forte”, indicando que a formação política está disposta a fazer uma luta “livre, justa e pacífica” na política moçambicana.
