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Governo garante que aposta na saúde permitiu redução da mortalidade neonatal e má nutrição

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A aposta do governo angolano no sector da saúde permitiu a redução da mortalidade neo-natal de 68 para 52 mil nados vivos e da mal nutrição de 9 para 5% nos últimos dois anos.

A revelação é do secretário de Estado para Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa, quando falava no segundo dia da 87.ª Sessão Ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que decorre em Banjul, na Gâmbia.

Segundo o governante, a aposta igualmente no sector primário permitiu reduzir a mortalidade materna.

“Portanto estes números superam as metas estabelecidas pelas autoridades angolanas”, assegurou, destacando a elevação da cobertura do planeamento familiar de 60 para 75%, números que representam o compromisso do Executivo angolano.

Apesar destes avanços assinalados, Carlos Pinto de Sousa admite que ainda persistem sérios desafios no combate a malária e a cólera, doenças que têm ceifado a vida de dezenas de angolanos.

“No âmbito das medidas de contenção destas doenças destacam-se o reforço da vigilância epidemiológica e laboratorial e ambiental”, disse.

O encontro decorre num contexto regional particularmente desafiante, marcado pelo recrudescimento de conflitos armados, terrorismo, deslocações forçadas, xenofobia e pelos impactos crescentes das alterações climáticas, factores que continuam a afectar a estabilidade, a governação e o desenvolvimento sustentável em África.

Angola, enquanto Estado Parte da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, instituição criada a 2 de Novembro de 1987, em Addis Abeba, Etiópia, com sede em Banjul, Gâmbia, reafirma o seu compromisso com os princípios da União Africana e com a promoção, defesa e protecção dos direitos humanos no continente.

A sessão em curso reforça o papel da Comissão Africana enquanto garante dos direitos fundamentais dos povos africanos e sublinha a importância do acesso sustentável à água potável e ao saneamento seguro como condições essenciais para a dignidade humana, saúde pública e desenvolvimento sustentável.

O evento tem como objectivo avaliar os compromissos assumidos pelos Estados-membros, reforçar os mecanismos africanos de protecção dos direitos humanos e alinhar as práticas nacionais aos padrões regionais e internacionais nesta matéria.

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