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Governo chinês critica oferta de asilo político a manifestantes de Hong Kong

A China criticou hoje uma oferta de asilo político por Taiwan aos manifestantes pró-democracia de Hong Kong, um dia após centenas de milhares de pessoas terem marchado pacificamente no território semi-autónomo, apesar da pressão de Pequim.

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Taipé tem apoiado abertamente os protestos e, este fim de semana, estudantes de Hong Kong na ilham realizaram eventos de apoio às manifestações.

A líder de Taiwan, Tsai Ingwen, fez a oferta de asilo no mês passado, embora não seja claro se Taipé recebeu, entretanto, pedidos.

Taiwan não possui um mecanismo legal para avaliar e conceder pedidos de asilo, embora tenha concedido residência a vários oponentes do Partido Comunista Chinês oriundos do continente.

Ma Xiaoguang, porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Governo chinês, disse que a oferta de Taipé “encobrirá os crimes de um pequeno grupo de manifestantes violentos” e encorajará a sua “audácia em prejudicar Hong Kong e transformar Taiwan num paraíso para quem quer fugir à lei”, afirmou.

Ma exigiu que o governo de Taiwan “pare de minar o Estado de direito” e interferir nos assuntos de Hong Kong.

Pelo menos 1,7 milhão de pessoas participaram de uma manifestação no domingo em Hong Kong, segundo os organizadores.

A polícia disse que o protesto foi “geralmente pacífico”, mas acusou um pequeno grupo de “perturbar a ordem pública”, ao ocupar uma importante via pública, atirar objetos contra a sede do governo e apontar lasers contra a polícia.

Hong Kong vive há onze semanas um clima de contestação social desencadeado pela apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e denunciam agora aquilo que os manifestantes afirmam ser uma “erosão das liberdades” na antiga colónia britânica, enquanto apelam à demissão de Carrie Lam, a chefe do governo local, pró-Pequim e à eleição de um sucessor por sufrágio universal direto, e não nomeado pelo Governo central.

Os protestos têm sido marcados por violentos confrontos com a polícia, que diz ter prendido mais de 700 participantes, desde o início das manifestações, em junho.

Mais protestos estão previstos para as próximas semanas, com vários comícios organizados por contabilistas, trabalhadores do setor dos transportes, estudantes do ensino médio e familiares de polícias.

Hong Kong e Macau foram integrados na República Popular da China em 1997 e em 1999, respetivamente, com o estatuto de regiões administrativas especiais, sob a fórmula ‘um país, dois sistemas’, que garante que as políticas socialistas em vigor no resto da China não se aplicam nos territórios, que gozam de “um alto grau de autonomia”, à exceção da Defesa e das Relações Externas, que são da competência exclusiva do governo central chinês.

Taiwan funciona como uma entidade política soberana, desde que, em 1949, o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas. No entanto, Pequim considera Taiwan parte do seu território e ameaça usar a força caso Taipé declare independência.

A China rejeitou todos os apelos externos para discutir os apelos dos manifestantes.

Membros da polícia militar estão reunidos na cidade fronteiriça de Shenzhen, alimentando as especulações de que Pequim poderá reprimir os protestos.

A polícia de Hong Kong, no entanto, tem afirmado que é capaz de lidar com as manifestações.

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