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Governo aposta na inserção de quadros nas organizações internacionais

Redação

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O ministro das Relações Exteriores, Téte António, afirmou, nesta quinta-feira, 12, que a criação da Academia Diplomática “Venâncio de Moura” é mais uma aposta de Angola na inserção de quadros nacionais nas organizações internacionais.

Ao intervir na cerimónia de inauguração da Academia Diplomática “Venâncio de Moura”, Téte António sublinhou que o Ministério das Relações Exteriores está a trabalhar para apoiar cidadãos nacionais que queiram ingressar nas organizações internacionais.

Frisou que é nesta perspectiva que se enquadra a nova instituição, com matriz curricular centrada na diplomacia e nas relações internacionais, inaugurada hoje pelo Presidente da República, João Lourenço.

Segundo o ministro, a iniciativa responde a uma aposta do país em ter também quadros nacionais na função pública internacional, que podem jogar um papel fundamental nos processos em que o Estado angolano esteja engajado.

No seu entender, cada angolano colocado numa organização internacional também é um embaixador do país.

De realçar que actualmente Angola tem os embaixadores Gilberto Veríssimo e George Chikoti como presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e secretário-geral da Organização para a África Caraíbas e Pacífico (ACP), respectivamente, além de outros quadros nas Nações Unidas, na União Africana e na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), entre outras instituições internacionais.

Relativamente à academia, sublinhou que não se vai apenas dedicar à formação de quadros, mas também à pesquisa científica de “questões complexas da actualidade internacional, através da produção de análises”.

A inauguração da academia ocorre no Dia do Diplomata angolano e enquadra-se nas comemorações do 45° aniversário da Independência Nacional, assinalado quarta-feira, 11.

Localizada na centralidade do Kilamba, em Luanda, a instituição académica, totalmente equipada, dispõe de 29 salas de aulas, e a sua construção ficou orçada em 16 milhões de dólares, numa doação do Governo da República Popular da China no âmbito da cooperação entre os dois países.

A academia, cuja obra foi executada em 19 meses, engloba nove edifícios construídos numa área de quatro hectares, comportando laboratórios de informática (com 28 computadores cada) e de línguas (para 25 estudantes cada) e salas de prática consular e de protocolo e cerimonial.

Dispõe ainda de biblioteca, dormitórios para docentes (com 23 suites) e para discentes (com 78 suites), dimensionadas para alojar até 234 formandos.

O complexo conta com um campo para a prática de desportos de salão, uma quadra de ténis, um ginásio, auditório e edifícios administrativo e de serviços, que acolhe salas de distribuição de energia eléctrica de alta e média tensão, geradores e agência bancária.

Alberga também um posto médico, refeitório com capacidade para 290 pessoas, duas salas protocolares, uma cozinha industrial e dois parques de estacionamento para 128 automóveis.

Por Angop 

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