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Politica

Governo americano pronto para ouvir angolanos sobre nova parceria

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Os Estados Unidos estão disponíveis para discutir com Angola a nova parceria entre os dois países com vista a conjugar opiniões e fortalecer a cooperação, afirmou esta quarta-feira, em Luanda, o embaixador Tulinabo Mushingi.

Em conferência de imprensa, o diplomata norte-americano disse que para os cépticos, com a parceria, basta olhar-se para os últimos dez anos e ver-se a grande diferença, comparada ao seu  início há 30 anos.

O pronunciamento do diplomata norte-americano aconteceu uma semana depois de o Chefe de Estado angolano, João Lourenço ter sido recebido pelo seu homologo dos EUA, Joe Biden, na Sala Oval da Casa Branca para o relançamento da cooperação entre os dois países.

Sustentou que os EUA vão continuar a trabalhar e a mostrar o seu modelo de cooperação,  depois caberá aos angolanos continuar ou não com a cooperação.

A trajectória, considerou, é claramente positiva, pois a cooperação está a crescer muito em vários sectores “e por isso estamos felizes para ver o desenvolvimento desta relação”.

Sobre a importância do Corredor do Lobito, afirmou ser grande por se tratar de um projecto transformador que não vai só beneficiar os angolanos mas também a região austral de África e o mundo.

Apontou, como exemplo, o caminho-de-ferro e as vias rodoviárias que, com o seu  desenvolvimento ao longo do Corredor do Lobito, vai passar em diferentes países, sendo a primeira fase do Lobito até ao Luau, a segunda até a Zâmbia, depois para o Oceano Índico.

“Queremos ligar o Oceano Atlântico ao Índico e desenvolver diferentes áreas económicas ao longo do corredor e isto é muito importante, por ser uma maneira segura de transportar pessoas e bens”, assegurou.

Ainda no capítulo da cooperação, aplaudiu a construção do novo aeroporto internacional de Luanda “Doutor António Agostinho Neto”, e desejou que aquando da abertura do concurso público para gestão da infra-estruturas, empresários norte-americanos façam parte dela.

Tulinabo Mushingi referiu que Angola é um país importante para os EUA, conforme disse o Presidente Biden no encontro com o seu homólogo João Lourenço, pelo seu papel na segurança regional e na paz nacional e mundial.

Lembrou que a posição de Angola nos conflitos da Ucrânia e do Médio Oriente mostra o interesse  do país em promover a paz nestes lugares e não só.

Investimentos

Estimou que neste momento o investimento privado norte-americano em Angola, nos últimos cinco anos, está acima dos 255 milhões de dólares, em sectores como energia, telecomunicações, infra-estruturas, digitalização e banca.

Informou que as empresas do seu país que investem em Angola estão obrigadas em fazer   transferência de tecnologia, criação de empregos, uso das matérias-primas locais e a apostarem na transparência nos negócios com vista a ajudar o combate à corrupção em curso.

Questionado sobre a pretensão de empresários quererem a posse de terras, por cem anos, para investirem na agricultura, destacou que existe uma parceria ao invés de um lado a ditar as regras.

“Se concordamos, vamos assinar, não são os EUA que vão impor regras e maneira de fazer-se esta parceria”, desabafou.

Democracia

Sobre eleições autárquicas em Angola,  acredita que democracias fortes levam a economias fortes, à paz e à estabilidade dos países, pelo que as eleições fazem parte deste processo.

Vamos continuar, salientou, a fazer esforços para  isto acontecer, porque a democracia  é um trabalho contínuo e não acaba com as eleições, cabendo aos países decidirem o caminho a tomar dentro dos princípios básicos existentes.

Citou como princípios básicos e mínimos a liberdade de expressão e de imprensa, a de escolher livremente os seus governantes e de realizar eleições periódicas, entre outros.

Corrupção

O diplomata disse que os EUA apoiam todos os esforços do Executivo para banir a corrupção e o exemplo é o princípio da transparência para os investidores norte-americanos em Angola.

De acordo com o embaixador, começa-se a constatar progressos neste sentido e quando as pessoas vão interiorizando este combate, ʺcomo é caso concreto, então estamos no bom caminhoʺ.

Reconheceu que o caminho é longo e com muitos entraves, visto que muitas pessoas corruptas vão continuar com as más práticas e continuarem nesta via.

Com Angop