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Governo ameaça usar armas perante “golpe” na Venezuela

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O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou nesta terça-feira que as Forças Armadas do país irão usar armas, se necessário, para conter o que chamou de “golpe militar” liderado pelo líder da oposição, Juan Guaidó, contra o presidente Nicolás Maduro.

“Um reduzido grupo decidiu sequestrar alguns veículos da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), armamentos e munições”, declarou Padrino, além de criticar o que classificou como “manobra vil, grosseira e vulgar” de Guaidó.

“Pegaram armas de guerra, fuzis e metralhadoras, apontando para as vias (…) É uma tentativa de golpe de Estado, sem dúvida alguma, de magnitude medíocre porque, entre outras coisas, todos os soldados que participaram no movimento foram enganados”, acrescentou.

Os insurgentes são oficiais da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e agentes de órgãos de segurança. Segundo o ministro, parte dos integrantes do movimento iniciado por Guaidó na madrugada já foi derrotada.

Padrino considera que o protesto convocado por Guaidó, líder do Parlamento venezuelano e reconhecido como presidente interino do país por cerca de 50 nações, pode ser classificada como “ato terrorista”.

“Foi uma tentativa de golpe de Estado de uma magnitude muito pequena, muito insignificante”, disse Padrino.

Segundo o ministro, os quartéis de todo o país estão a funcionar normalmente, e a FANB está coesa na missão de defender os “princípios humanistas” previstos na Constituição.

“Se for preciso usar armas para defender esses princípios, as usaremos. Tenho certeza que esse ato buscava o derramamento de sangue nas ruas de Caracas”, alertou o ministro.

Padrino aproveitou a oportunidade para responsabilizar os opositores de Maduro pelos atos violentos ocorridos hoje em Caracas.

“Vocês são responsáveis por todas as mortes que acontecerem, por todo derramamento de sangue que ocorrer a partir deste momento. São os senhores que estão a propiciar golpes de Estado, usando os militares. Não se chega ao Palácio de Miraflores (sede do governo) pela violência”, criticou o aliado do presidente Nicolás Maduro.

Ao lado de vários integrantes do Alto Comando Militar da Venezuela, Padrino terminou o discurso com um lema: “Leais sempre, traidores nunca”.

 

EFE

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