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Governo acusa Isabel e Tchizé de sequestrar corpo do ex-Presidente

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Um mês depois da morte do ex-estadista angolano que faleceu por doença em Barcelona, continua o “braço de ferro” entre o executivo e as duas filhas de José Eduardo dos Santos, sobre a posse do corpo do antigo estadista.

Numa nota do governo angolano a que o Correio da Kianda teve acesso, lê-se que “desde as primeiras horas o executivo tudo tem feito no sentido de se garantir um funeral de Estado ao ex-presidente da República com toda honra devida ao seu estatuto e dimensão”, mas que os filhos têm inviabilizado a pretensão do governo.

Isabel e Tchizé dos Santos, as filhas mais velhas de José Eduardo dos Santos, são as que mais se têm mostrado contra a transladação do corpo do pai para Angola, tendo as mesmas afirmado, no passado mês de Julho, que estão dispostas manter o corpo em Barcelona até que o actual Presidente da República, João Lourenço, saia do poder, “nem que seja em 2027”.

O executivo esclarece que neste processo vale louva “o comportamento e atitude cívica e patriótica do povo angolano que a toda extensão do território nacional de Cabinda ao Cunene, que acorreram em massa durante sete dias aos lugares de velórios organizados para homenagear o antigo presidente da República”.

“Após a disposição e engajamento do Estado Angolano e do seu povo, num caso certamente inédito no Mundo o cadáver de um Ex-Chefe de Estado está sequestrado, aprisionado e congelado a um mês devido ao capricho, insensatez e insensibilidade sem limites de dois dos seus filhos”, refere o documento.

Ontem, 8 de Agosto completou um mes desde que José Eduardo dos Santos faleceu em Barcelona, no reino de Espanha, depois de um longo periodo de internamento.

Para marcar a data, Isabel dos Santos partilhou nas suas redes sociais uma fotografia a saída da igreja, acompanhado de dois irmãos. Aqui em Luanda, na paróquia do Carmo foi rezada uma missa pela alma de José Eduardo dos Santos.

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