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Politica

Governação de “Lula da Silva será de vários desafios”, diz Rafael Massanga

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O político e Secretário Nacional das Relações Internacionais e Comunidade da UNITA, Rafael Massanga Savimbi, disse, esta segunda-feira, 31, que a governação de “Lula da Silva será de vários desafios”.

Massanga fez este comentário hoje, ao Correio da Kianda, sobre a vitória inédita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Partido dos Trabalhadores (PT), que ao derrotar Jair Bolsonaro, candidato à sua sucessão, se tornou na história política do Brasil o primeiro a vencer três eleições presidenciais.

O político afirma que a eleição de Lula, demostra que “o sistema judiciário do Brasil funciona, apesar das suas limitações”. Dada a eleição de um ex-Chefe de Estado, que foi acusado por vários crimes e foi preso, “isto demostra que o sistema judiciário no Brasil funciona, apesar das suas falhas”, frisou.

Lula da Silva derrotou o actual presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), que concorreria à sua reeleição. O petista fez de Jair Bolsonaro o primeiro presidente a concorrer a sua própria sucessão e ser derrotado.

Rafael Massanga Savimbi diz que fazendo um estudo comparado com Angola, “só o nosso é que falha, apesar de algumas melhorias, fazendo alguns esforços”, mas continua “refém do Executivo, bem como a CNE, devido a sua composição e especificidade, em que os interessados (partidos) fazem parte deste órgão eleitoral”.

No seu entender, a CNE devia ser constituída por elementos sem interesse ou concorrentes: “a CNE está muito partidarizada, apesar do seu partido fazer parte do topo, a base, o político defende que a CNE devia ser uma instituição independente dos concorrentes, onde os seus funcionários trabalham sem pressão e que tenham noção de que são funcionários sem interesses políticos”.

O responsável da UNITA para Relações Internacionais e Comunidade frisou que o presidente eleito do Brasil, após 12 anos fora da presidência, “aprendeu muito bem a lição, visto que enquanto Presidente do Brasil, nos anos de 2003 à 2011, teve uma governação que impactou positivamente a camada mais pobre dos brasileiros”.

Rafael Massanga Savimbi falou ainda ao Correio da Kianda, que a Governação de Lula da Silva “não será fácil, visto que o partido de Jair Bolsonaro tem a maioria no senado e Lula na Presidência”, esperando que “haja sentido de Estado por parte dos autores políticos nas disputas de contendas”. O Deputado a Assembleia Nacional pela bancada da UNITA é de opinião que essa diferença “traga mais valia na governação e que não sirva de bloqueio por questões pessoais para que o Brasil possa avançar”.

De realçar que após anúncio da vitória, Lula disse na sua primeira intervenção, que ” a partir de Janeiro de 2023, vai governar para 251 milhões de brasileiros e não apenas para aqueles que votaram” nele. O político sublinhou ainda que não existe dois Brasil: “somos um único país, um único povo, uma grande Nação”, afirmou.

Lula é eleito presidente do Brasil com 50,9% dos votos