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Gestão de José Ribeiro no Jornal de Angola criticada por jornalistas

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gestão de josé ribeiro no jornal de angola criticada por jornalistas - bd5b551e7d6b7885a6be84801d23aa11 XL - Gestão de José Ribeiro no Jornal de Angola criticada por jornalistas

Não podemos festejar porque conseguiste atingir os teus fins tenebrosos. Muitos envelheceram e outros com sonhos atrofiados. 

Enriqueceste mercenários e destruíste o orgulho daqueles que não têm toca alternativa a Angola. Cursos pendurados e famílias desesperadas. Conseguiste transformar os jornalistas em presos de consciência e de liberdade. Instalaste a desconfiança entre amigos. 

Promoveste a incompetência para irritar a meritocracia e trouxeste mercenários para mostrar aos teus superiores que os angolanos tinham intestino no lugar do cérebro. Conseguiste impedir os jovens de prosseguir os seus estudos, porque os puseste a escolher entre o emprego e a formação. Deste dinheiro a atletas de outros países, a amigos inactivos e obrigaste quem quisesse fazer pós-graduação a suspender o vínculo laboral para mastigar os livros. 

É verdade que não exoneraste os editores herdados de outros tempos, mas lhes tiraste a excitação profissional, transformaste-os em simples fechadores, em funcionários com hora de entrada, mas sem hora de saída. Tornaste-os em inúteis, humilhados e despidos de qualquer auto-estima – autênticos kimbanguleiros que apenas trabalhavam pelo dinheiro. Dez anos foram um século de trevas. Não sei onde estarás, não nos interessa. O que nos interessa mesmo é o ambiente de festa que a tua saída provocou na Redacção. Os teus antigos acólitos – quais Pedro!- já te negam e aprestam-se a estabelecer aliança com o novo patrão. Oh! Alemão, deixas muitos órfãos…mas podes ir à vontade que os perdoaremos. Não pagarão pelos teus erros. 

Sei que não foste feito para isso. Mas aconselho-te a seguires Jean Calvino, lá na Suíça onde te vais exilar. Procura redimir-te dos pecados. Nós cá ficaremos a orar pelo teu arrependimento. 

Não somos rancorosos. A vida ensinou-nos a perdoar, porque nascemos e crescemos por entre atrocidades. Aprendemos com o próprio processo político angolano. Fomos forjados na capela de perdão, chamada Angola, aqui onde cada abutre vem debicar o seu pedaço. Apenas não aceitamos que nos seja comido o osso até ao tutano como tentaste fazer. Nalguns casos conseguiste. Mas a maioria resistiu. Resistiu sobretudo o nosso orgulho e a nossa vontade de nos reerguer, cada vez mais unidos. Deixaste-nos sem salário e com dívidas avultadas, neste túmulo caiado por fora e cheio de ossadas por dentro. Mas, unidos, tudo ficará no passado.

VAI COM DEUS!”

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