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Politica

“Gangsta” quer criar partido político para congregar os jovens

António Cassoma

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O músico, radialista e activista cívico, Nelson Adelino Dembo, mais conhecido por “Gangsta”, confirmou, nesta terça-feira, 21, ao Correio da Kianda, que pretende criar um partido político, cujo nome será conhecido na próxima semana, com objectivo de “trazer equilíbrio na esfera política angolana”, em particular a inclusão da juventude nas grandes decisões do país.

Nelson Dembo “Gangsta” disse que com a criação do partido político pretende trazer maior equilíbrio no panorama político do país, colocando a juventude no centro das decisões.

“A juventude é a força motriz de uma sociedade. Por isso, precisa ter uma co-participação num sentido que haja um equilíbrio nos centros das decisões do país e buscarmos equilíbrio da democracia de facto”, disse e considerou que a criação deste novo partido político é o ensaio para uma participação cidadã em outra perspectiva.

O músico fez saber que os “mais velhos” deixaram-nos dois legados: “a independência e a conquista da paz”, como estafecta política. “Gangsta” entende que “a nova geração precisa participar no processo das grandes decisões deste país”.

O activista cívico valorizou o esforço e a dedicação dos “mais velhos”, mas acha que há um desequilíbrio da participação política da juventude.

“Entendemos a dimensão dos mais velhos depois dos períodos dos conflitos e nos levaram para um processo da reconciliação nacional, mas ainda sentimos desequilibrado, então queremos comparticipar politicamente com a nossa geração”, afirmou.

“Gangsta” assegura que apesar do partido ser criado por jovens, não implica que dentro desta organização política não existirá “mais velhos”, afinal, segundo ele, o actual cenário político “diplomático” precisa de gente experiente, mais madura e mais experimentada politicamente, mas os jovens terão maior incidência ou representatividade.

De acordo com “Gangsta”, assim como os líderes fundadores dos partidos políticos tradicionais angolanos, dr. Agostinho Neto (MPLA); Holden Roberto (FNLA) e dr. Jonas Savimbi (UNITA), eram jovens e deixaram o seu legado há mais de meio século, também a juventude actual deve fazer algo para o bem da nação.

Segundo Nelson Dembo “Gangsta” o seu projecto político está na fase de concisão, já começou a fase de recolha de assinaturas para constituição da Comissão Instaladora. Segundo o radialista, para esse novo desafio vai contar com todos os cidadãos que querem fazer parte deste projecto, não haverá distinção de raça, cor, idade cronológica, crença religiosa e região de origem, “basta apenas mostrar vontade de fazer alguma coisa para este país”.

Sem grandes figuras por trás da criação desta força política, “Gangsta” contará simplesmente com aqueles que considera “jovens do bairro”. Para o futuro líder político, “o importante não são as figuras, mas sim a disponibilidade, vontade e a capacidade de trazer uma ideia nova, num projecto novo, num conceito novo de fazer política, para ajudar no crescimento e desenvolvimento do país”.

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