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Gana encerra programa do FMI e aposta agora em autonomia econômica
O governo Ganês oficializou esta sexta-feira,15, o fim do programa de Facilidade de Crédito Estendido (ECF) com o Fundo Monetário Internacional (FMI), numa decisão apresentada pelas autoridades como símbolo da recuperação da soberania econômica do país.
A medida marca uma nova etapa da estratégia definida pelo presidente John Dramani Mahama, que desde dezembro de 2025 vinha defendendo uma saída “gradual e digna” da assistência financeira emergencial.
Depois de anos marcados por inflação elevada, crise da dívida pública e perda de confiança dos investidores, o executivo ganês afirma que os indicadores econômicos mostram sinais consistentes de estabilização. Entre os resultados destacados estão a desaceleração da inflação, a valorização do cedi e o reforço das reservas internacionais.
O governo também aponta a renegociação da dívida e a retoma do crescimento econômico como elementos centrais para restaurar a credibilidade do país junto aos mercados internacionais.
Com o encerramento do apoio financeiro direto do FMI, Gana passa agora para um novo modelo de cooperação com a instituição, através do Instrumento de Coordenação de Políticas (PCI), mecanismo sem financiamento destinado ao acompanhamento de reformas econômicas.
As reservas internacionais ganesas estão estimadas em cerca de 14,5 bilhões de dólares, o equivalente a quase seis meses de importações, um nível considerado confortável para sustentar a estabilidade externa do país.
Analistas veem a decisão como um teste à capacidade de Gana manter disciplina fiscal e crescimento sem depender de assistência financeira internacional.
