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Futuro cabeça de lista do PADDA promete restaurar identidade cultural dos angolanos

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O futuro cabeça de lista do partido PADDA-Aliança Patriótica, defendeu a necessidade de resgatar a identidade cultural dos angolanos, afirmando que o país foi historicamente afastado das suas raízes e tradições ancestrais.

Em entrevista ao programa “Ponto e Vírgula”, o político sustentou que muitos dos problemas enfrentados por Angola têm origem em factores históricos ligados à perda de referências culturais e espirituais.

“Nos afastaram dos nossos ancestrais. Roubaram várias culturas nossas, vários artefactos africanos. Queimaram todos aqueles que falavam de africanidade”, declarou.

Ngola Nissamba afirmou que a recuperação da identidade cultural constitui uma das prioridades da sua visão política para o país. Segundo explicou, o processo deverá ocorrer em paralelo com a resolução dos problemas sociais e económicos que afectam a população.

“Primeiro vamos avançar com o problema político, vamos ganhar as eleições em 2027, resolvendo o problema político e a condição, a fome e a miséria do meu povo. Vamos começar a atacar o espiritual”, disse.

O político, que se apresenta como herdeiro dos princípios históricos do Reino do Ndongo e da Matamba, defendeu igualmente uma maior valorização da história, das tradições e dos valores culturais angolanos como instrumento de fortalecimento da identidade nacional.

Durante a entrevista, Ngola Nissamba reiterou a convicção de que o PADDA vencerá as eleições gerais previstas para 2027, embora tenha admitido que ainda não é o momento para apresentar todos os detalhes do programa de governação que o partido pretende implementar.

Além das questões culturais, o dirigente apontou os baixos salários na função pública como um dos factores que contribuem para a corrupção no país, defendendo melhorias nas condições remuneratórias dos trabalhadores do Estado.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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