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Politica

Fundação Savimbi é novo impulso do Estado no processo de reconciliação nacional, diz José Kachiungo

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O político José Pedro Kachiungo quebrou o silêncio quase quatro anos depois do congresso que elegeu Adalberto Costa Júnior presidente da UNITA. Num artigo a que a Rádio Correio da Kianda teve acesso, Kachiungo destaca a legalização da Fundação Jonas Malheiro Savimbi como um novo impulso do Estado angolano ao processo de reconciliação nacional.

O antigo parlamentar disse, por outro lado, que através de dois actos políticos significativos, o primeiro ocorreu em 2019, com a entrega dos restos mortais do líder fundador da UNITA, com digna exumação, transladação e inumação, o acto vem consolidar os acordos de paz firmados por José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi em Bicesse.

O também professor de Ciência Política diz que “a paz faz-se entre inimigos, a reconciliação faz-se entre irmãos, com base no perdão mútuo. A reconciliação entre os angolanos, estaria decapitada se, no que lhe diz respeito, o Estado angolano não concedesse à Fundação Jonas Malheiro Savimbi o mesmo espaço e a mesma dignidade que concedeu à Fundação Sagrada Esperança ou à Fundação José Eduardo dos Santos”.

O político diz estar convencido, que a FJMS será uma parceira activa dos sucessivos governos de Angola na resolução dos imensos problemas sociais que o País enfrenta. Terminou, apelando a todos os angolanos para se libertarem das amarras culturais do passado. Abraçar a paz, a liberdade e a democracia, para construir juntos a reconciliação nacional, um imperativo da prosperidade e da justiça social, na Angola dos angolanos todos.

Sobre o assunto, o comentarista Albino Pakisi disse à Rádio Correio da Kianda que o artigo de Kachiungo faz todo sentido “porque a Fundação do líder fundador da UNITA veio dar avanço no processo da reconciliação, e os militantes da UNITA e a sociedade civil não podem ter uma memória curta, porque há 10 anos não se podia falar deste tipo de reconciliação iniciada pelo Presidente João Lourenço, desde as vítimas de 27 de Maio, a entrega das ossadas de Jonas Savimbi”.

Pakisi pede maturidade suficiente de reconhecer esse grande passo que ontem não existia e hoje é um facto. O comentarista disse também que “os militantes e dirigentes próximos ao líder da UNITA não podem ostracizar permanentemente” o coordenador da fundação referindo-se a Isaías Samakuva, por ter boas relações com o Presidente da República.

Pakisi saúda, por outro lado, o reaparecimento de José Pedro Kachiungo por ser uma figura do galo negro e, diz que “na política não existe anjos”.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.