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Fundação Arte e Cultura transformada em pólo de produção e ensino da Dikanza em Angola

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O espaço Fundação Arte e Cultura, na Ilha de Luanda, foi transformado, na tarde de sexta-feira, 30, em Pólo de Produção e Ensino da Dikanza em Angola. A entrega simbólica das Dikanzas foi feita pelo Vice-Governador de Luanda para o sector Político, Social e Económico, Dionísio da Fonseca, no espaço Wyza Anfiteatro daquela instituição de resgate de valores culturais de Luanda.

Para o director provincial da Cultura de Luanda, Manuel Gonçalves, a Ilha é um espaço turístico e a escolha da Fundação permitirá a que até os turistas recorram a Fundação para aprender a tocar a Dikanza.

“Trouxemos o projecto Tuxike Odikanza, um projecto que temos estado a desenvolver. O projecto é fazer com que aqui na Fundação Arte e Cultura seja um ponto de aprendizagem dos instrumentos Dikanza. Temos aqui as condições criadas, vamos alocar aqui um monitor que vai passar a ensinar as crianças. Aliás temos aqui professores de música e sobretudo na vertente da percussão que facilmente vão tomar conta depois do projecto por si só”.

Manuel Gonçalves considerou, por outro lado, a produção da Dikanza como outro elemento fundamental “Temos aqui na Fundação uma oficina, uma carpintaria onde podemos trazer a produção da Dikanza. Também ficou o compromisso de trazermos alguém para , primeiro, formar as pessoas que vão a passar a produzir as dikanzas neste espaço. Há aqui um trabalho de coordenação e temos as sementes lançadas sobretudo por vermos crianças e jovens adolescentes que podemos olhar para a inserção social e tirarmos as crianças e jovens de rua”, referiu o director Provincial da Cultura, Ambiente e Turismo, Manuel Gonçalves.

O Vice-Governador de Luanda para o sector Social, Dionísio da Fonseca, que fez a entrega oficial das dikanzas considerou como sendo uma prioridade a transferência de experiência da Fundação.

“A Fundação Arte e Cultura está a fazer aqui um projecto de formação e viemos visitá-la porque percebemos que aqui podem sair experiências que podemos transferir para a outras localidades, alguns distritos urbanos da nossa província”. “Se pelo menos cada um dos distritos urbanos e comunas tivesse uma casa de cultura como esta, Luanda já estaria bem servida do ponto de vista cultural” disse.

O governante comprometeu-se, entretanto ao desafio de transferir esta experiência para as outras localidades e pensamos que algumas têm condições para albergar a curto prazo. “Têm crianças que precisam têm instalações e talvez no fundo é criar as bases do ponto de vista de parcerias entre administração local e a Fundação Arte e Cultura”, disse o vice-governador de Luanda para o sector Político, Social e Económico.

Dionísio da Fonseca disse ainda que “encontramos aqui uma experiência muito positiva de promoção de desenvolvimento de crianças e jovens que anteriormente faziam da rua o seu habitat e por via da arte e da cultura conseguiram se transformar, conseguiram abandonar as ruas e estão hoje em lar, estão hoje a desenvolver actividades individuais e são hoje com uma auto estima bastante elevado. Portanto, esta iniciativa que pensamos ser de aproveitar para também desenvolvermos alguns problemas sociais que ainda existem nas nossas províncias”.

Para ele, “as crianças continuarão a ser a prioridade absoluta” e entende que todas as iniciativas que estão a ser desenvolvidas em prol do desenvolvimento integral da criança devem ser, não só apadrinhadas pelo Estado, mas sobretudo o Estado deve ser um dos principais promotores de iniciativas do género.

“Há aqui na Fundação Arte e Cultura uma iniciativa privada que se associa à algumas iniciativas que o Estado tem estado a desenvolver e só podemos aqui apadrinhar, capitalizar, apoiar dentro das nossas possibilidades para que os objectivos sejam concretizados, e os frutos que são as crianças formadas, sejam preparadas para a vida e são crianças que vão aguentar Angola de amanhã”, concluiu o vice-governador, Dionísio da Fonseca.

Por seu turno, a Directora-Geral da Fundação, Naama Margalit, realçou a importância das pessoas e dirigentes visitarem a Fundação. “sem nos visitar, a pessoa não entenderá os vários trabalhos sociais e educação através das artes desenvolvidos, e as coisas que as crianças desenvolvem”.

Naama Margalit garantiu que os educadores do espaço estão capacitados a lidar com as crianças nas diversas situações em que estas se encontrem, e tão logo se deparem com uma situação como de fome, roupa suja, fome, agressão física notificam de imediato a direcção que, por sua vez dá respostas às necessidades das crianças.

“Entendemos que, quanto mais as crianças começarem de pequenas a formação em artes, terão a possibilidade de desenvolverem as suas mentes, serem mais criativas”, disse a responsável.

Sobre a Fundação Arte e Cultura

Fundada no dia 25 de Janeiro de 2006, a Fundação Arte e Cultura tem o seu forte na inserção social das famílias em situação de vulnerabilidade e risco e no apoio às artes e à cultura angolana. Conta com novo Cento Cultural e sede na Ilha de Luanda, onde centenas de crianças e adolescentes participam nas mais diversas áreas de formação, como as artes plásticas e o artesanato e corte e costura, música, nomeadamente guitarra, piano, percussão e canto, dança, ioga e ginástica, informática e superação escolar, entre outras actividades. A Fundação Arte e Cultura é parte integrante da Menomadin Foundation, representando o compromisso de responsabilidade social corporativa do Grupo Mitrelli, principal mecenas da Fundação.

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