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Sociedade

Funcionários do antigo administrador da Catumbela abandonados à sua sorte

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Mais de quinze funcionários pertencentes a empresa do antigo administrador da Catumbela, João de Almeida, que também exercia o cargo de primeiro secretário do MPLA naquele município, encontram-se há um ano e meio sem receber os seus salários e abandonados à sua sorte.

Segundo uma denúncia dos referidos funcionários ao Correio da Kianda, a empresa terá feito um contrato com o Centro de Saúde Gaspar Domingos, na zona alta do  município do Lobito, onde estes funcionários trabalhavam como prestadores de serviço na área de limpeza.

Os mais de quinze funcionários que encontram-se desesperados com a situação, numa altura em que se aproxima a quadra-festiva, acusam a empresa denominada J.A.F.F, pertencente ao antigo administrador da Catumbela e também ex-primeiro secretário do MPLA naquele município, de os ter burlado, uma vez que na altura das assinaturas dos contratos, lhes terão sido feitas várias promessas, desde as melhorias nas condições de vida e trabalho e enquadramento na caixa social. Promessas estas, que não passaram de desilusão, segundo relatou Sebastião Manuel, um outro funcionário agastado com a situação.

“Trabalhamos na empresa  J.A.F.F., do senhor João de Almeida, e estamos há catorze meses sem salário. Todos os dias quando vamos lá reclamar, só nos falam amanhã”, relatou.

Encerrada em Agosto deste ano, meses depois de ter sido detido o proprietário da referida empresa, no caso, o antigo administrador da Catumbela, João de Almeida, por suspeitas de corrupção e peculato na gestão das receitas dos mercados informais, os funcionários que agora trabalham como “biscateiros” no centro de saúde Gaspar Domingos, contam que a referida empresa fechou as portas sem cumprir com as promessas feitas, nem dar satisfação aos funcionários ali colocados, aquando do seu encerramento.

“Quando fecharam a empresa não nos avisaram. Só assustamos já encerraram e só depois é que aqui no hospital nos falaram que já não teremos mais salários porque a empresa do nosso chefe que nos meteu aqui foi encerrada. E agora estamos aqui no hospital a trabalhar como biscateiros”, fez saber um outro funcionário que faz parte dos quinze, agastados com os catorze meses de atraso de salário.

Por: Dumbo António