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Politica

Funcionários da TPA reclamam: Francisco Mendes e Paulo Julião vieram piorar tudo

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O 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi marcado nas hostes da Televisão Pública de Angola, por um clima de acirrada contestação ao modelo de gestão dos recursos humanos das Áreas de Informação e Programas por parte do actual Conselho de Administração, liderado por José Guerreiro. Em causa estão várias coisas.

Começamos por falar sobre o afastamento de todos os profissionais do sexo masculino, com experiência comprovada e com entre 15 e 30 anos de TPA, dos postos de decisão editorial da Direcção de Informação. Está a vista de todos que na Informação, Paulo Julião só quer ao seu lado mulheres (entre os antigos profissionais) e miúdos. Tal afectou também a área de Conteúdos mas é mais dramático e visível na Informação, o que implicou o corte, em alguns casos de mais de 50% dos seus salários (estamos a falar de corte dos salários e não de subsídios).

Reiteramos aqui que de facto todos os homens da Direcção de Informação que já exerceram funções de Directores Provinciais, Directores a nível Central, Sub-Directores e Chefes de Departamento foram afastados e sofreram cortes salariais. O cenário é fruto de decisões das novas estrelas nomeadamente, Francisco Mendes e Paulo Julião saídos da Rádio Nacional de Angola.

O primeiro com passagem pela TV Zimbo e o segundo há dois anos na TPA coptado por Gonçalves Nhiangica quando o então homem forte da informação da televisão pública após se desentender com os últimos colegas com quem podia contar decidiu recorrer ao seu conterrâneo para continuar a fazer das suas, de má memória. É pois diante de um quadro marcado por grandes manifestações de arrogância e constantes ameaças de ordens superiores e manietação da liberdade para o pleno exercício do jornalismo que os jornalistas séniores da TPA viram de bom agrado o afastamento de Gonçalves Nhanjika.

Mas foi por pouco tempo. A chegada de Francisco Mendes e Paulo Julião veio piorar tudo. Os jornalistas mais experimentados, que palmilharam o país nos tempos de guerra e que fazem parte da história da empresa, foram todos afastados sendo substituídos nos cargos editoriais de topo por jovens mais dóceis às suas intenções. A estes jovens foram atribuídos melhores salários em relação aos seus antigos chefes que estão postos de parte. É uma humilhação o que está a acontecer na TPA. Há uma gestão de excluir, afastar, colocar de parte quem tem história na TPA.

A excepção da Ana Lemos que é administradora e o Ernesto Bartolomeu que é assessor da administração, todos os outros, dos antigos, estão de parte. Todos. Quando questionados destes afastamentos, os dois que mandam não têm receio de responder: NÃO CONTAMOS COM ELES, como quem diz, agora é o nosso tempo, é a nossa vez. O que se diz nos corredores da TPA é que eles querem (e estão a conseguir) ofuscar ou apagar a memória da Direcção de Informação para que possam ter visibilidade. Aos dois cabe também o direito de definir que novo salário (muito mais baixo) deve ser atribuído a cada um dos mais antigos profissionais da Informação da TPA. Francisco Mendes e Paulo Julião vindos da RNA é que decidem quanto é que deve ganhar quem fez toda a sua vida na TPA. Esta é a realidade.