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Politica

Frente Patriótica Unida pede apoio dos EUA para realização das autárquicas

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Numa carta escrita em inglês e enviada ao Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que efectua visita a Luanda, os líderes da Frente Patriótica Unida solicitaram apoio dos Estados Unidos da América para realização das eleições autárquicas em Angola.

“Gostaríamos de aproveitar a oportunidade para solicitar todo o vosso apoio ao Estado Democrático de Direito em Angola, mantendo a pressão sobre o presidente João Lourenço para a realização das primeiras eleições locais em todo o país, o único grande país do continente sem líderes eleitos localmente, para o desmantelamento das instituições partidárias, o acesso aos meios de comunicação públicos a todos os actores políticos, particularmente aos líderes da oposição e às Organizações da Sociedade Civil”, apelaram.

No documento assinado por Adalberto Costa Júnior (UNITA), Abel Chivukuvuku (PRA-JA), Filomeno Vieira Lopes (Bloco Democrático), os membros fundadores da FPU saudaram o convite feito a João Lourenço para uma reunião com Joe Biden, na Casa Branca, em Novembro último. Entretanto, alertam que “Angola precisa de um comércio justo e competitivo e não de ajuda!”.

“Apoiamos o seu compromisso, durante a última Cimeira de Líderes EUA-África, de comprometer 55 mil milhões de dólares em assistência externa para investir em África, com 15 mil milhões de dólares dedicados a acelerar o comércio e o investimento nos dois sentidos. Todas as potenciais iniciativas de investimento em Angola (incluindo o Projeto de Energia Solar e os projetos do Corredor do Lobito) anunciadas no âmbito das iniciativas emblemáticas da nova Parceria para o Investimento Global em Infraestruturas (PGII), uma parceria dos países do G7 que visam mobilizar quase 600 mil milhões de dólares até 2027 para investir em infraestruturas críticas e questões de segurança global, representam uma extraordinária oportunidade para os milhões de angolanos saírem da pobreza abjeta”, escrevem.

Na carta igualmente assinada pelos deputados Francisco Viana, em representação da Sociedade Civil e da Comunidade Empresarial, e Olívio Nkilumbo, em representação da Sociedade Civil, e por último, pela activista cívica Laura Macedo, listam o que consideram como infringência dos Direitos Humanos, anseios do angolanos, bem como pedem apoio dos EUA para recuperação de activos angolanos no exterior.

“Os angolanos esperam a cooperação dos EUA e de outros países para devolver a maior parte do dinheiro roubado ao povo de Angola. De 2002 até hoje, +US$ 350 bilhões em fuga de capitais foram ilegalmente desviados dos cofres do Estado para a Europa, Ásia, América do Sul e EUA, além de mais de US$ 250 bilhões em gastos esbanjadores e incompetência do governo, foram desperdiçados”, apelam.

O Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, visita Angola na sequência de um périplo por países africanos, para, segundo a Casa Branca, enfatizar a parceria económica centrada no futuro e a forma como os Estados Unidos estão a investir em infra-estruturas em África para impulsionar o comércio bilateral, criar empregos a nível nacional e no continente e ajudar África a competir no mercado global.

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