Politica
Francisco Teixeira confirma divórcio com o PADDA e admite possível diálogo com a UNITA
O antigo líder do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira, confirmou o fim do entendimento político com o partido PADDA‑AP Aliança Patriótica e admitiu a possibilidade de diálogo com a UNITA, embora negue a existência de um acordo formal com qualquer força política neste momento.
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, Francisco Teixeira explicou que existia um entendimento com o partido liderado por Alexandre Sebastião André, mas o acordo não contemplava os integrantes do Movimento Cívico para Mudança (MCM), grupo com o qual tem actuado politicamente. Segundo o político, o facto de o entendimento não salvaguardar os interesses do grupo inviabilizou a continuidade no projecto.
Teixeira revelou que as negociações estavam avançadas para que fosse cabeça-de-lista do PADDA-AP nas eleições gerais de 2027 e que as suas exigências pessoais tinham sido aceites, mas a exclusão do grupo levou ao fim do acordo inicial.
O antigo dirigente estudantil afirmou ainda que não existe, até ao momento, qualquer acordo fechado com a UNITA nem com outra formação política, mas garantiu que o MCM mantém abertura para o diálogo com várias forças, incluindo o PRA‑JA Servir Angola e o PPA, apresentando-se sempre como grupo e não como iniciativa individual.
Sem afastar a possibilidade de entendimento com o partido liderado por Adalberto Costa Júnior, Teixeira esclareceu que o processo de negociações não está sob sua condução directa.
“O processo de negociações não é conduzido por mim, Francisco Teixeira. A equipa é conduzida pelo senhor Zacarias”, afirmou
