Connect with us

Mundo

Fome pode matar mais de sete mil mães no Sudão. Apelo vem das Nações Unidas

Published

on

Mais de sete mil mães podem morrer nos próximos meses no Sudão, tendo em conta a guerra que devasta aquele país, se não tiverem acesso a alimentos e cuidados de saúde, refere o Conselho de Segurança da ONU.

O apelo surge na sequencia da reunião do Conselho de Segurança da ONU, que abordou a situação no Sudão. Na ocasião, a directora de Operações e Advocacia do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA), Edem Wosornu, descreveu o cenário como “uma corrida contra o tempo” para evitar a perda massiva de vidas nesta crise sem precedentes de protecção e segurança alimentar.

Quase cinco milhões de pessoas enfrentam níveis de emergência de insegurança alimentar, sendo que nove em cada dez pessoas estão em áreas afectadas por conflitos nos estados de Darfur, Kordofan, Aj Jazirah e Cartum.

Mais de dois milhões de pessoas em 41 focos de fome correm alto risco de cair numa fome catastrófica nas próximas semanas, assinalou Edem Wosornu, alertando para relatos de mulheres que estão a ver os filhos morrerem de fome.

Os serviços básicos estão em colapso nas zonas afetadas por conflitos, incluindo cuidados de saúde e sistemas de água e saneamento.

“As mulheres grávidas correm um risco aumentado de desnutrição aguda. De acordo com a ONU Mulheres, 7.000 novas mães poderão morrer nos próximos meses se não tiverem acesso a alimentos e cuidados de saúde”, disse Wosornu.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.