Sociedade
FNLA denuncia exclusão de mais de 70 mil antigos combatentes da base do ministério
Em exclusivo à Rádio Correio da Kianda, o Presidente da Associação dos Antigos Combatentes da FNLA lamentou o facto de actualmente as organizações congéneres “não serem tidas nem achadas” sobre a realização do acto central do Dia do Antigo Combatente, por isto alertou para uma mudança de atitude nos próximos anos.
Augusto Sumbula disse ser altura de os antigos combatentes e veteranos da pátria serem valorizados de uma vez por todas. O veterano de guerra pela extinta UPA/FNLA, revelou que mais de 70 mil antigos combatentes foram excluídos da base do ministério por nascerem nos anos 60, situação esta que considerou como grave e que deve ser revista o quanto antes.
O Presidente da Associação dos Antigos Combatentes da FNLA mostrou-se igualmente descontente pelo facto de aqueles que se bateram pela paz e reconciliação em Angola não auferirem ainda um subsídio equivalente ao salário mínimo nacional.
Augusto Sumbula disse, por outro lado, que foi criada uma comissão constituída por todas as associações de antigos combatentes e veteranos da pátria para exigir a inclusão dos cidadãos que nasceram nos anos 60 e participaram na luta da independência nacional.
O acto central do 15 de Janeiro, dia do Antigo Combatente e Veterano da Pátria, foi realizado esta quarta-feira, na cidade de Saurimo, província da Lunda Sul.
O acto foi orientado pelo Secretário de Estado para os Antigos Combatentes, André Tchicanha, em representação do ministro da Defesa.
