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FNLA: crise interna agrava-se após reunião do Comité Central

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A crise interna na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) agravou-se depois da reunião do Comité Central realizada nos dias 13, 14 e 15 do corrente mês, marcada por fortes divergências entre dirigentes quanto à organização do VI Congresso Ordinário do partido.

Em declarações à Rádio 103.7, o membro da direção, José Makendelua, afirmou que o encontro terminou sem consenso, acusando o militante histórico Ngola Kabango de agir contra os interesses da organização. Segundo o dirigente, o impasse surgiu no momento da constituição da Comissão Preparatória do congresso, quando Kabango terá tentado impor o nome de Ndonda Nzinga para coordenar a comissão, alegadamente à margem dos estatutos.

De acordo com Makendelua, a indicação do coordenador da Comissão Preparatória é competência do presidente do partido, Nimi a Simbi, pelo que a tentativa gerou contestação e acabou por impedir a conclusão dos trabalhos.

O dirigente denunciou ainda momentos de tensão durante a reunião, incluindo alegadas tentativas de agressão contra o vice-presidente da FNLA e deputado, Benjamin da Silva, situação que terá contribuído para o fracasso do encontro.

 

Duas comissões preparatórias

Na sequência do impasse, o partido conta agora com duas comissões preparatórias para o VI Congresso Ordinário.

Uma é coordenada pelo secretário-geral em exercício, Laurindo Aguiar, ligada à direção liderada por Nimi a Simbi, e outra chefiada por Ndonda Nzinga, associada à ala de Ngola Kabango.

Para José Makendelua, a existência de duas estruturas paralelas demonstra uma ruptura evidente no seio da FNLA e poderá comprometer a unidade interna do partido.

 

Desafios políticos

Analistas políticos têm alertado que a FNLA enfrenta dificuldades estruturais, como conflitos internos recorrentes, envelhecimento da liderança e limitações na renovação dos quadros, factores que podem afectar o desempenho eleitoral da formação histórica nas eleições gerais previstas para 2027, num cenário político dominado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e com forte presença da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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