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FNLA acusa membros do Comité Central de violarem estatuto e afasta líder do braço juvenil por má conduta

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O Secretariado do Bureau Político da FNLA, reunido na sua 11ª Sessão Ordinária condenou a realização de Assembleias Eletivas Provinciais realizada pela Comissão Preparatória do VI° Congresso dos membros do Comité Central e declara publicamente o afastamento do líder do braço juvenil Carlos Cassoma.

Segundo o documento lido esta semana, a direcção do partido liderada pelo presidente Nimi-a-Simbi considera que as assembleias que estão a decorrer em algumas províncias do país estão a ser feitas “à margem dos estatutos” e em “desobediência à direcção política do partido”.

“O Secretariado do Bureau Político informa aos militantes da FNLA e à opinião pública que as referidas assembleias estão a ser realizadas à margem dos estatutos, e por isso chamamos a atenção a não aderir tais assembleias”, lê-se no comunicado.

Ruptura com Carlos Cassoma

O órgão de direcção condenou igualmente o pronunciamento feito por Carlos Cassoma numa conferência de imprensa no dia 14 de julho.

O Secretariado recorda que Cassoma se desvinculou do cargo de Secretário Nacional da Junta da FNLA a partir de 16 de maio de 2026, data em que declarou publicamente “não se rever na direção do Partido liderado pelo irmão presidente, doutor Nimi-Simbi”.

A tomada de posição marca mais um capítulo da crise interna que se arrasta na FNLA nos últimos meses, com disputas pela legitimidade da direção e pelo controlo das estruturas provinciais.

Homenagem ao fundador

No mesmo comunicado, o Secretariado anunciou a preparação das comemorações do dia 2 de Agosto, data do passamento físico do líder fundador da FNLA, Holden Roberto. A efeméride será marcada com actos de homenagem à figura histórica do partido.

A FNLA, um partido histórico, tem enfrentado nos últimos anos divisões internas que resultaram em diferentes alas a reclamarem a liderança legítima de Nimi-a-Simbi.

O Secretariado do Bureau Político não detalhou quais províncias estão a realizar as assembleias contestadas, nem que medidas disciplinares serão tomadas.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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