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Economia

FMI disponibiliza mais USD 772 milhões a Angola para mitigar impacto económico da covid-19

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou, na noite de quarta-feira, 9, o desembolso imediato de 772 milhões de dólares do Programa de Financiamento Ampliado (EFF) a Angola, elevando para 3 900 milhões de dólares o total já entregue às autoridades.

A decisão deu-se na quinta revisão do programa adoptado entre o Governo e a instituição financeira internacional pelo valor inicial 3 700 milhões de dólares, em Dezembro de 2018, mas aumentado em outros 765 milhões de dólares em Setembro último, para apoiar as autoridades a mitigarem o impacto económico da covid-19.

Com a decisão, o FMI emitiu uma declaração a afirmar que os efeitos da pandemia continuam a ser sentidos, mas as autoridades angolanas “apoiaram a recuperação através de políticas sólidas que têm como objectivo estabilizar a economia, criar oportunidades para o crescimento inclusivo e proteger os mais vulneráveis da sociedade angolana”.

“O ajustamento fiscal decorrente, face ao impacto da pandemia, está reforçar a sustentabilidade da dívida, permitindo um aumento nos gastos sociais e de saúde”, prossegue a declaração, onde o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais é considerada uma evolução que ajuda os planos do Governo.

Na avaliação que faz do desempenho da economia angolana, o FMI adianta que as autoridades têm adoptado uma posição mais restritiva de política monetária tendo em conta a “persistente” alta inflação.

A vice-directora executiva do FMI, Antoinette Sayeh, notou, numa declaração, que as autoridades angolanas continuam a “fortalecer as finanças públicas e dinâmicas de divida, alcançando um forte ajustamento fiscal em 2020 e estão no caminho de conseguir o mesmo em 2021 com aumento de gastos sociais e de saúde”.

A organização saúda políticas “sólidas” governamentais que permitem sustentabilidade da dívida e elogiam poupança de maior parte de rendimentos extraordinários do petróleo.

Esta é a penúltima revisão do programa instituído pelo período de três anos (com conclusão prevista para Dezembro próximo), para conceder assistência no domínio da sustentabilidade fiscal, redução da inflação e promoção de um regime cambial mais flexível.

O programa também incide sobre medidas tendentes à estabilidade do sector financeiro, promoção do desenvolvimento humano, reforma do sector público, diversificação e crescimento inclusivo.

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