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Economia

FMI apresenta projecções animadoras para economia angolana

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê, que nos próximos tempos, a economia angolana registe um crescimento superior aos anteriores, cifrados em 2.9% este ano, e 3.4% no próximo ano, de 2023. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira, 28, em Luanda, numa actividade conjunta com o Banco Nacional de Angola.

A inflacção média anual de 21% neste ano e em 2023 deverá estar nos 15% em 2023, ao passo que o déficit superavit 3% este ano e próximo ano devem estar a rondar os 0%. Valores que o representante do FMI considera como animadores para o país.

O representante residente do Fundo Monetário Internacional falava durante a sessão de apresentação do relatório sobre as perspectivas económicas regionais da África Subsariana do FMI.

Marcos Souto mostrou-se preocupado com o alto nível de pobreza no país que, no seu entender, está em contrassenso com os inúmeros recursos que Angola possui.

Avançou que o elevado número de crianças em pobreza extrema é um perigo, pois a falta de bens essenciais, na fase de crescimento, afecta de forma irreversível, as suas capacidades cognitivas.

Sobre o financiamento, defendeu a necessidade de se ajustar o orçamento para estabilizar a dívida abaixo de 70% do PIB.

Entretanto, louvou as reformas em curso no país, implementadas pelo Banco Nacional de Angola, que no seu entender desafiaram todas as previsões.

“Daqui a pouco vamos ver muita gente vir procurar o governador para saber como foram capazes”, afirmou, fazendo comparação de outros países da região Austral do Continente.

Marcos Souto defendeu o equilíbrio macro-económico para atrair os investidores nacionais e estrangeiros para a diversificação da economia angolana.

“Continuar a fortalecer as instituições para serem mais ágeis, dinâmicas, menos burocráticas. “O combate à corrupção, pois o investidor antes de vir precisa saber se existem gastos associados à corrupção, pois no mundo existem outros 200 países que o investidor tem para aplicar os seus recursos”.

Chamou atenção ao governo para reforçar o financiamento ao sector da educação, para melhorar a qualificação da mão de obra nacional e reduzir o recurso à mão de obra estrangeira que é mais cara para o empregador.

Crescimento do PIB na África Subsaariana

Segundo o relatório, a recuperação da África Subsaariana foi subitamente interrompida, sendo que, no ano passado, a actividade na região começou finalmente a recuperar, tendo o crescimento do PIB em 2021 aumentado para 4,7%.

De acordo com o mesmo relatório, o crescimento deverá abrandar este ano em mais de 1 ponto percentual, situando-se em 3,6%.

No relatório, o FMI diz que a África Subsaariana deve dar prioridade às questões ligadas à insegurança alimentar, onde existem 123 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda, em toda a região, o aumento dos preços dos bens alimentares e da energia coloca muitas vidas em risco.

A resolução deste problema, avança, ainda o relatório, é uma clara prioridade, mas a capacidade de expandir rapidamente as redes de segurança social é limitada em muitos casos, pelo que alguns países optaram por se virarem para medidas de apoio dispendiosas e mal direccionadas.

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