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FLEC FAC reivindica ataques que mataram 10 militares angolanos

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Os independentistas da Frente de Libertação do Estado de Cabinda reivindicaram hoje a autoria de dois ataques a patrulhas das Forças Armadas Angolanas (FAA), naquele enclave, que terão provocado a morte a 10 militares.

Num “comunicado de guerra” distribuído hoje, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) refere que os dois ataques tiveram lugar na manhã de quarta-feira.

Entre as vilas de Buco-Zau e Dinge, as FAC referem que foi atacada uma viatura militar das forças angolanas, tendo resultado na morte de seis operacionais das FAA e em ferimentos num coronel.

Já na aldeia de Chimbanza, praticamente em simultâneo, uma outra ação terá provocado a morte de quatro soldados das FAA que estavam em patrulha, além de uma baixa entre as FAC.

“As FAC alertam, mais uma vez, que todos os estrangeiros que trabalham sob a tutela do governo neocolonial angolano serão tidos como alvos, enquanto Luanda não decidir negociar o fim do conflito com a FLEC”, lê-se no comunicado, assinado pelo ‘tenente-general’ Alfonso Nzau, chefe da brigada de Maoimbe Sul, do grupo independentista.

A FLEC-FAC recorda que a 01 de fevereiro de 1885 foi assinado o Tratado de Simulambuco, que tornou aquele enclave num “protetorado português”, o que está na base da luta pela independência do território.

Só em fevereiro e março, as FAC reclamaram a autoria de confrontos em Cabinda que terão provocado a morte a quase quatro dezenas de militares angolanos.

Durante o ano de 2016, vários ataques do género provocaram, nas contas da FLEC-FAC, desmentidas pelo Governo angolano, mais de meia centena de mortes entre as operacionais das Forças Armadas Angolanas.

O enclave de Cabinda, no ‘onshore’ e ‘offshore’, garante uma parte substancial da produção total de petróleo por Angola, atualmente superior a 1,6 milhões de barris por dia.

O ministro do Interior afirmou em outubro que a situação em Cabinda é estável, negando as informações das FAC, que só entre agosto e setembro tinham reivindicado a morte de mais de 50 militares angolanos em ataques naquele enclave.

“Em Cabinda, o clima de segurança é estável, é uma província normal, apesar de algumas especulações e notícias infundadas sobre pseudo-ações militares que se têm realizado”, disse o ministro Ângelo da Veiga Tavares.

O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas também desmentiu em agosto, em Luanda, a ocorrência dos sucessivos ataques reivindicados pela FLEC-FAC, com dezenas de mortos entre os soldados angolanos na província de Cabinda.

Geraldo Sachipengo Nunda disse então que a situação em Cabinda é de completa tranquilidade, negando qualquer ação da FLEC-FAC, afirmando que aqueles guerrilheiros “estão a sonhar”.

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