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Filme angolano fica em terceiro lugar entre os melhores realizados por uma mulher africana

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Foi anunciado neste domingo, 30, a vencedora do Prémio Adiaha, reconhecimento para o melhor filme realizado por uma Mulher Africana na 22ª edição do Encounters – Festival Internacional de Documentários da Africa do Sul 2020. A realizadora angolana Kamy Lara ficou na 3º posição com o documentário “Para lá dos meus passos”, que estava em exibição no festival.

Na 1ª posição ficou a etíope Tamara Mariam com o documentário “Finding Sally” e em 2º a sul-africana Sara Christina Ferreira de Gouveia realizadora de ‘Mother to Mother’.

Veja abaixo o vídeo da cerimónia do anúncio do prémio, evento que se realizou online devido as restrições causadas pela pandemia da covid-19.

O prémio é uma iniciativa da Fundação Ladima em parceria com o festival e tem como objectivo reconhecer e incentivar mulheres africanas a contarem as suas histórias através do documentário.

Produzido pela Geração 80 em parceria com a Companhia de Dança Contemporânea de Angola – CDCA, o documentário “Para lá dos meus passos” foi realizado por Kamy Lara e produzido e co-realizado por Paula Agostinho.

O filme usa o espetáculo como ponto de partida para acompanhar a reflexão dos bailarinos sobre os temas explorados ao longo da peça: as suas origens, as suas tradições, a perda de identidade e a construção de uma nova, imposta pelo tempo e pela mudança de uma zona rural para uma Luanda urbana. Uma história semelhante para tantos angolanos e angolanas.

Roteiro

Durante a criação da peça (Des)Construção da coreógrafa Mónica Anapaz para a temporada de 2017 da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, cinco bailarinos exploram os conceitos de tradição, cultura, memória, identidade, questionando a transformação e a desconstrução destes temas nas suas próprias vidas.

A maioria deles – provenientes de outras províncias do país – traz consigo memórias e tradições ao se mudar para a movimentada, errática e frenética realidade da capital.

Em prol de uma integração, surge a necessidade da abdicação parcial do que somos e a necessidade de criação de uma nova identidade, reflectindo sobre o que de original permanece em nós ao longo dos diferentes caminhos de vida que vamos traçando.

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