Sociedade
Fiéis “abarrotam” igrejas no último dia do ano
As habituais roupas brancas voltaram a colorir as ruas de Luanda, no último dia ano, considerado por muitos, como “ano diabólico”.
Com a proibição de vigílias, várias denominações religiosas abriram as portas mais cedo, nesta sexta-feira, para despedir-se do ano de 2020. A igreja Pentecostal Hospital da Fé, por exemplo, juntou vários fieis num espaço vasto, na zona do Talatona para despedir-se do ano 2020, num culto dirigido pelo líder da referida igreja, profeta Elizeu.
Segundo alguns cristãos entrevistados pelo Correio da Kianda, 2020, por ter sido um ano carregado de tristezas, ir à igreja no último dia do ano é também uma ocasião apropriada para reflectir sobre a vida e buscar uma proximidade com Deus, no ano que vai começar.
Na sua maioria, em Luanda, as igrejas celebraram o culto do último dia do ano, dentro dos parâmetros de segurança que o momento exige, com o uso obrigatório da máscara facial e ventilação nos espaços, entre outras medidas, assim como a limitação de números de fieis.
Choros e lágrimas foram registados na Igreja Baptista do Zango, onde fiéis, que ao longo do ano perderam os seus familiares por conta da covid-19, no momento de louvores de adoração, clamaram de joelhos, suplicando à Deus protecção, saúde e bênçãos, no novo que começa.
Lídia Ribeiro Francisco, uma jovem de 32 anos, disse ter perdido três familiares que morreram de covid-19. Por isso, aguardou com ansiedade o culto do último dia do ano, onde as súplicas pelos seus ente-queridos que partiram, foram feitas a Deus.
“Foi um ano muito difícil para mim. Perdi três familiares próximos que morreram de covid-19, por isso é que no culto de hoje, dia 31 de Dezembro, no momento de louvores de adoração chorei muito, e pedi a Deus que conceda saúde à minha família, e que este ano de 2021, seja melhor”, disse, a fiel da igreja Baptista.
Para romper as barreiras impostas pela covid-19, muitas denominações no país têm estado a apostar na utilização das redes sociais para se comunicar com os seus fieis, disponibilizando conteúdos de adoração.
Por: Dumbo António
