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Sociedade

Fazedores de teatro em Luanda clamam por ajuda

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Em declarações ao Correio da Kianda, os fazedores de teatro, que desde Março foram obrigados a suspender as suas actividades por causa da pandemia da covid-19, em Luanda, foram unánimes em afirmar que nunca receberam apoio do Estado.

A situação provocada pelo novo coronavírus, que fustiga Angola e o mundo, obrigou algumas actividades e profissões a se reinventarem.

Tendo em conta que uma das medidas de prevenção do vírus é manter o distanciamento social, a principal característica do teatro é a expressividade e o contacto entre os seus praticantes.

Para o actor Manucho Song, a falta de valorização dos fazedores de teatro em Angola é visível, apesar de contribuírem com trabalhos viáveis, não encontram abertura para apoios.

Por seu turno, o encenador Santo António afirmou que desde que paralisaram com as actuações, viu-se obrigado a se separar da sua mulher, por falta de dinheiro para continuar a sustentar a sua família.

“Infelizmente, desde que o Governo suspendeu as nossas actividades, estou a sobreviver das ‘mãos caridosas’ de alguns familiares e amigos “, declarou o director artístico do grupo Weza Kia, Sebastião Francisco.

“Alguns dos meus colegas, nesta fase que estamos parados, estão a optar em fazer negócios, assim como eu. Mas, infelizmente, outros se encontram numa situação crítica, dependendo da solidariedade dos familiares e amigos para sobreviverem“, sublinhou o actor Alberto José.

“Está muito difícil, principalmente aqueles que já viviam da arte. Estávamos acostumados em termos actuações constantes e com o encerramento de todas as actividades artísticas ficou complicado, a adaptação está a ser difícil “, disse a actriz da Companhia de Artes Santa Ana Renascer, Cléusia Patrícia dos Santos.

Por sua vez, o director artístico do grupo Nkaylo-Teatro e vice-presidente do núcleo de teatro de Viana, Domingos Paposseco, já pensou em ajudar os seus colegas que estão a passar necessidades pior que dele, mas ele também é uma gota no oceano, e pede ao Estado e empresários para apoiar os fazedores de teatro.

Por Nzinga Manuel