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Sociedade

Familiares denunciam detenção de empresário arrolado no processo do ex-administrador de Cacuso

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De acordo com os familiares do cidadão Carlos Mulo, 33 anos, identificado como empresário, o mesmo encontra-se detido preventivamente há mais de sete meses, na comarca central de Malange, por suspeita de crime de peculato, num processo que envolve o antigo administrador de Cacuso, Caetano da Rita Paulino Tinta, acusado por crimes de corrupção, peculato e associação criminosa. Iracema da Costa, irmã do empresário, em declaração ao Correio da Kianda, lamentou o facto e diz desconhecer as  razões da sua detenção, uma vez que o mesmo não é gestor público.

Carlos Mulo foi arrolado num dos processos que envolve o antigo administrador de Cacuso, Caetano da Rita Paulino Tinta, por alegadamente ser sócio e que teria dado destino incerto de fundos que eram destinados para a construção de uma escola, inserida no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), avaliada em 116 milhões de kwanzas, segundo as autoridades judiciais em Malange.

Os familiares consideram  injustas a detenção  de Carlos Mulo, por que, segundo eles, contrariam os argumentos do Ministério Público (MP), sobre o suposto desvio do dinheiro público.

“É inconcebível ter sido detido o Carlos por causa de desvio de fundos adjudicados para obras do PIIM, em Janeiro do ano em curso, mas a sua empresa continua a fazer a mesma obra de que está a ser acusado de ter feito os desvios até ao presente momento”, sublinham.

Após a solicitação dos seus advogados, do valor em causa, para que seja devolvido, que alegadamente o empresário teria sobrefacturado causando danos ao Estado Angolano, o Ministério Público (MP) passou o valor da caução económica avaliada em 116 milhões de kwanzas, para pagar em duas ou mais prestações e com o acordo de fazer os outros pagamentos em liberdade condicional.

De acordo com os familiares, como forma de o verem livre da cadeia, pagou se o valor 30 milhões de kwanzas, na conta da PGR, mas nem com isso o empresário foi posto em liberdade. Por outro lado contam que “foi feita a negociação de fazer o pagamento até ao final do mês de Dezembro do ano em curso”, mas para a surpresa da família, a esposa que geria as empresas na ausência do marido detido, viu seus bens sendo arrestados no dia 06 de Julho último por causa de um valor equivalente a 86 milhões de kwanzas, que supostamente o empresário deve ao Estado.

Iracema da Costa revelou ao nosso jornal que o empresário Carlos Mulo presta serviços à Administração Municipal de Cacuso, com o fornecimento de alimentos diversos e medicamentos, pelo que, não entende as motivações da sua detenção, uma vez que nunca foi sócio do então administrador de Cacuso, Caetano da Rita Paulino Tinta.

No dia 18 de Janeiro último, o empresário Carlos Mulo, recebeu no seu escritório um mandado de comparência, às 14 horas, na Procuradoria-Geral da República (PGR), junto do Serviço de Migração Estrangeiro (SME), acompanhado com as requisições do município de Cacuso, facturas de fornecimento e notas de entregas fornecidas pela sua empresa.

“Como qualquer outro documento, ou intimação que chegou ao seu local de trabalho, pedindo a sua comparência e com certos documentos, ele saiu do escritório às 8 horas do dia seguinte, para dar resposta rápida e a sua colaboração como para qualquer outra actividade em que ele tinha sido chamado”, contou a irmã.

No dia 20 de Janeiro, segundo dia de interrogatório, Carlos Mulo foi ouvido durante largas horas e isso no final, quando pensava que voltaria para a sua residência, foi levado por uma viatura do Serviço de Investigação Criminal (SIC), até à Comarca Central de Malange.

“O digno procurador do Ministério Público disse que o mesmo podia aguardar um por alguns instantes, pensando que o empresário iria para casa, não tardou, chegou um carro do SIC, que o levou à cadeia”, descreveu a fonte familiar.

A família revela que tomou conhecimento da sua detenção após o telefonema do próprio empresário à esposa, informando que estava na cadeia sem saber o tipo do crime que supostamente cometeu.

“Os familiares fizeram todas as diligências e ficamos a saber que Carlos Mulo foi detido pelo facto de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter recebido uma denúncia vinda do Município de Cacuso”, disse a irmã.

O Ministério Público (MP) decidiu pela detenção no sentido de não atrapalhar o andamento do processo que envolve o ex-administrador de Cacuso, Caetano da Rita Paulino Tinta, mas advogados de defesa do arguido chegaram de solicitar a sua libertação mediante um habeas corpus.

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