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Família dorme ao lado de mina antitanque activa há três anos sem saber

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A habitação, no bairro Katapa, nos Ramiros, foi construída há pouco mais de três anos pela família, natural do Kwanza Sul, sem fazerem a mais pequena ideia de que tinham este engenho explosivo, mais que suficiente para matar todos os ocupantes da casa, enterrado mesmo ao lado.

A mina, que foi exposta por acaso quando a mãe das crianças, Domingas Benjamim, varria a porta da entrada, tendo despejado um pouco de água, o que acabou por expor o engenho.

Prontamente chamados ao local, a Polícia de Guarda Fronteira tomou conta da ocorrência, no dia 17 deste mês, mas só está prevista para amanhã, 01 de Setembro, a ida ao local de uma brigada de especialistas em minas e explosivos militares do Instituto Nacional de Desminagem (INAD).

Durante este tempo, como se pode ver na fotografia, a família e os vizinhos, por falta de alternativa, continuaram a viver nas mesmas casas, colocando apenas um tambor metálico sobre o engenho, rodeando-o, sem o fundo, podendo este ser visto espreitando apenas pela parte de cima.

Nas imediações do local onde esta a mina antitanque, para além da casa da família Benjamim, há outras seis habitações muito próximas, e dezenas no bairro, onde vivem centenas de crianças.

E o perigo esteve mesmo presente, porque, como conta o dono da casa, Carlos Benjamim, ainda tentou retirar o objecto pensando que era uma pilha, maior que as normais, chegando mesmo a bater com uma ferramenta, e só por sorte é que parou a tempo quando deu conta que aquele era um objecto estranho.

Chamou os vizinhos e foi um destes que o alertou para a possibilidade de se tratar de um explosivo.

Contactactado pelo Novo Jornal Online, o chefe do Departamento de Desminagem e Inovação tecnológica do INAD, Bernardo Gonçalves, disse que, apesar de perigoso, este é um trabalho, previsto para amanhã às 10:00, de remoção do engenho explosivo, que pode ser feito em condições de segurança.

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