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Família de Sita Valles pede a Governo angolano devolução dos restos mortais

Redação

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- SITA VALES - Família de Sita Valles pede a Governo angolano devolução dos restos mortais

O irmão de Edgar Valles e de Sita Valles, assassinados em Angola em 1977, solicitou ao Governo angolano a localização e devolução dos restos mortais destes familiares e a identificação dos autores dos homicídios.

Numa carta aberta dirigida ao presidente da Comissão para Implementação do Plano de Reconciliação Em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos, Edgar Francisco Dias Valles recordou que os irmãos “se empenharam generosamente na fase final da luta de libertação nacional, que culminou na independência de Angola, em 11 de novembro de 1975, e no subsequente período de reconstrução nacional”.

O advogado refere que, na sequência dos acontecimentos de 27 de maio de 1977, “Sita Maria e Edgar Ademar viriam a ser assassinados, sem que lhes fosse dada a mínima oportunidade de defesa, designadamente sem julgamento, com violação dos mais elementares direitos humanos, a exemplo, aliás, do sucedido a cerca de 30.000 vítimas”.

A data de 27 de maio de 1977 está registada na história de Angola como uma alegada tentativa de golpe de Estado, numa operação aparentemente liderada por Nito Alves – que foi ministro do Interior entre a independência do país, a 11 de novembro de 1975, e outubro de 1976, reprimida pelo regime do então Presidente angolano, Agostinho Neto.

Segundo Edgar Francisco Dias Valles, ele e os pais de Edgar Ademar e de Sita, solicitaram por várias vezes “informações aos dois primeiros Presidentes da República sobre o paradeiro dos mesmos, exigindo justiça, sem que tivesse havido a mínima resposta do regime”.

Apesar de considerar “positiva” a iniciativa de reconciliação e homenagem das vítimas, Edgar Francisco Dias Valles recorda que “reconciliação e perdão pressupõem a admissão de que foram cometidos crimes, a identificação dos seus responsáveis”.

“Reconciliação e perdão implicam a busca da verdade, por mais dolorosa que ela possa ser, sem receios de que os ainda idolatrados fiquem com a ignomínia da repressão mais sangrenta de todo o continente africano”, lê-se na carta, datada de 28 de outubro.

O advogado exige ainda “a emissão de certidões de óbito e a localização e devolução dos restos mortais às famílias, a exemplo, aliás, do sucedido recentemente com Jonas Savimbi”.

Neste sentido, Edgar Francisco Valles solicita “a localização, identificação e devolução dos restos mortais de seus irmãos Edgar Ademar e Sita Maria”, bem como “a identificação dos algozes e dos responsáveis políticos pelos assassínios ocorridos”.

Reivindica ainda “o total esclarecimento das circunstâncias que rodearam os acontecimentos, bem como a reposição da verdade da história”.

C/ LUSA

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