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Sociedade

Falta de material de biossegurança pode levar enfermeiros a paralisarem actividades

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O secretário geral do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda, António Afonso Kileba, disse, nesta quinta-feira, 14, ao Jornal de Angola, poder desencadear, ainda este mês, uma greve a nível da capital, caso o Gabinete Provincial de Saúde não responda, favoravelmente, aos pontos discriminados no caderno reivindicativo, apresentado no dia 28 de Dezembro.

Segundo o sindicalista, os pontos mais candentes estão relacionados com a falta de material de biossegurança nas unidades sanitárias, abastecimento de material gastável e medicamentos.

António Afonso Kileba explicou que, por conta dessa situação, muitos profissionais são agredidos pelos pacientes, pois os familiares dos mesmos alegam que os técnicos não os querem atender, quando, na verdade, as farmácias dos hospitais de nível primário não dispõem de material gastável e, muitas vezes, nem mesmo a medicação para o Banco de Urgência.

Nos últimos tempos, prosseguiu, quando um paciente se dirige a estas unidades de saúde, os enfermeiros em serviços encaminha-os às farmácias para comprar material gastável, pois ao contrário torna-se difícil prestar assistência médica.

O sindicalista disse que por esta razão, uma enfermeira foi detida por agentes da Polícia Nacional, quando pediu ao paciente para comprar luvas, para depois ser assistido clinicamente, uma vez que o hospital não dispunha do mesmo material.

No hospital do Capalanca, em Viana, o técnico de enfermagem foi agredido pelo familiar do paciente, por falta de material gastável na referida unidade sanitária. De acordo com António Kileba, todos estes casos impossibilitam os técnicos e não só de exercerem o seu papel convenientemente.

“Se pretendemos  combater a pandemia da covid-19 é importante que se criem as condições, sob pena de os técnicos de enfermagem correrem o risco de serem contaminados”, alertou.