Sociedade
Falta de infra-estruturas no ensino leva Executivo a investir 330 mil milhões de kwanzas
A insuficiência de infra-estruturas escolares em Angola, marcada por um défice estimado em mais de 3.200 escolas, está a forçar o Executivo a avançar com um investimento de cerca de 330 mil milhões de kwanzas, numa tentativa de responder à crescente procura por ensino e reduzir o número de crianças fora do sistema educativo.
O tema esteve no centro de uma reunião orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, que analisou o Programa de Construção e Reabilitação de Escolas do Ensino Geral, considerado de prioridade máxima pelo Governo.
De acordo com o diagnóstico apresentado pela Comissão Multissectorial, além da necessidade de novas infra-estruturas, o país enfrenta ainda a urgência de reabilitar cerca de 1.300 escolas já existentes, muitas das quais em estado avançado de degradação, o que compromete as condições de ensino-aprendizagem.
O encontro decorreu no Palácio Presidencial, na Cidade Alta, em Luanda, e reuniu os membros da comissão responsável pela elaboração da proposta do programa, que terá abrangência nacional e execução faseada.
No quadro da sua implementação, o Executivo prevê mobilizar, ainda no presente exercício económico, os referidos 330 mil milhões de kwanzas, num esforço que visa não apenas expandir a rede escolar, mas também melhorar a qualidade do ensino.
A estratégia inclui igualmente o reforço do capital humano, com a previsão de admissão de cerca de 34 mil funcionários, entre docentes e pessoal administrativo, ao longo dos próximos três anos, para garantir o funcionamento pleno das novas infra-estruturas.
A iniciativa surge num contexto de forte pressão demográfica sobre o sistema educativo angolano, onde a capacidade instalada se revela insuficiente para absorver a procura crescente, sobretudo no ensino de base.
