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Falta de cumprimento de obrigações fiscais leva a encerramento de mais de 30 empresas no Cunene

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Os empresários do Município de Ombandja, na província do Cunene, viram as suas contas bancárias bloqueadas pela AGT, por falta de cumprimento de obrigações fiscais.

A AGT tem o registo de 60 empresas e metade delas foi obrigada a encerrar as portas e despedir funcionários.

A base do encerramento das contas bancárias dos empresários, vai desde a falta de cumprimento de obrigações fiscais à decisões judiciais, que determinam a liquidação de impostos.

O presidente da Associação de Empresários de Ombandja, Gregório Silongua, frisou que um total de 60 empresários operam actualmente no município e metade foi forçada a encerrar as actividades, em consequência, levou ao despedimento de inúmeros funcionários por incapacidade de pagar os salários.

O presidente da associação em causa mostrou a sua preocupação apontando para um cenário difícil para a franja empresarial local e apelou a sensibilidade da AGT na aplicação das medidas de cobrança coerciva.

“Nenhuma empresa faz-se sem dinheiro, se não tenho dinheiro vou fechar a empresa porque não tenho como pagar salários”, disse.

Já o técnico da repartição fiscal da AGT no Jangongo, Claúdio Quitungo, explicou que a penhora de contas é o último recurso utilizado pela instituição após esgotar todas as vias de negociação com os contribuintes e frisou que a AGT tem criado acções para reduzir o maior número de contas penhoradas e regular a situação de alguns operadores económicos.

“Não é de interesse da AGT chegar até a fase de penhorar as contas, porque sabemos que com as contas penhoradas os empresários ficam com dificuldades económicas, a AGT tem feito o máximo para tentar não aumentar o stok em contencioso em contas penhoradas, vai convidado os contribuintes e empresários a fim de regularizarem as suas dividas”, explicou.

O economista Francisco Dongo, falou em diálogo entre as partes como solução para ultrapassar a situação.

“A necessidade de dialogo, e quem estiver informado também estará em melhores condições de cumprir com as suas obrigações enquanto empresário”, salientou.

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