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Sociedade

Falta de centros de oncologia em 17 províncias preocupa Liga Angolana de Luta contra o Cancro

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A secretária executiva da Liga Angolana contra o Cancro, Ilda Sebastião, disse que a sua organização está preocupada com o facto de as restantes províncias do país, não terem nenhum hospital especializado no tratamento de doenças cancerígenas.

A médica entende que a cerca sanitária imposta sobre a província de Luanda por conta da covid-19 está a colocar em risco a vida de muitas mulheres que sofrem de cancro da mama, nas demais 17 províncias do país, por verem-se impedidas de se deslocarem à Luanda, onde está o Instituto Nacional de Controlo do Cancro, o único especializado no tratamento da doença em Angola.

A secretária executiva da Liga Angolana Contra o Cancro cita como o exemplo, uma jovem de 23 anos, da província do Cuanza Sul, que durante meses sofria com os sintomas do cancro, mas que só na última semana conseguiu deslocar-se à Luanda, onde o seu diagnóstico deu positivo para a doença.

Por esta razão defende a “necessidade urgente” da criação de pólos para o rastreio da doença em todas as províncias do país, pois “ao invés de sermos nós a sairmos de Luanda para ir fazer o rastreio nas outras províncias, devem ser os técnicos locais em pólos de rastreio”, considerou.

Outra situação que preocupa a activista é o facto de cada vez mais estarem a ser diagnosticados com cancro da mama meninas de 15 anos, citando dados estatísticos do Instituto Nacional de Controlo do Cancro, que espelha que 5% dos casos de cancro da mama aparece em meninas entre os 15 e 29 anos de idades, um dado que considera preocupante.

O facto de se estar a ser consumido cada vez mais alimentos industrializados é, segundo a médica, a principal razão do aparecimento de meninas com cancro no mundo.

A secretária executiva da Liga Angolana contra o Cancro, Ilda Sebastião, prestou estas informações à margem de uma palestra dirigida aos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais, da Universidade Agostinho Neto, realizada nesta sexta-feira, 23, subordinada ao tema ‘O cancro da mama, um problema mundial e as suas consequências’.