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Exportação de energia gera preocupação sobre acesso interno

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Angola vai exportar até 500 megawatts de electricidade para a Namíbia, no âmbito dos acordos do Projecto de Interligação Elétrica Angola-Namíbia (ANNA), assinados em Luanda.

O projecto prevê a construção de uma linha de transporte de muito alta tensão de 400 kV, com cerca de 160 quilómetros, bem como a ampliação da subestação da Cahama, na província do Cunene. A iniciativa visa reforçar a segurança energética regional e criar novas oportunidades de investimento, segundo o Ministério da Energia e Águas.

Entretanto, na visão do economista Pedro Cajama, a parceria provoca duas leituras antagónicas. Por um lado, o especialista enaltece a iniciativa, considerando que, do ponto de vista económico-financeiro, permitirá a geração de receitas para o Estado. Por outro, levanta preocupações de ordem social, tendo em conta o défice ainda existente na distribuição interna de energia.

“A nível económico-financeiro, o projecto é viável, porque, por si só, caminha e consegue gerar as próprias receitas. Mas há aqui um problema social: como é que estamos a vender energia se, internamente, ainda não temos capacidade de abastecer a todos?”, questionou.

O projecto ANNA foi firmado entre a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (RNT) e a NamPower, na presença dos ministros da Energia dos dois países.

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