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Sociedade

Explosões do Líbano preocupam moradores do bairro Pólvora

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Os estragos causados pelas explosões em Beirute, no Líbano, onde mais de 135 pessoas morreram e cerca de 5 mil ficaram feridas, estão a preocupar os moradores do São Pedro da Barra, distrito do Sambizanga, e do Kikolo, município de Cacuaco, onde encontram-se sitiados,  reservatórios de combustível, refinaria de petróleo e uma linha de enchimento de gás de cozinha.

Tudo isso apenas no São Pedro da Barra, enquanto que no Kikolo, num bairro denominado Pólvora, encontra-se instalado uma fábrica de nitrato de amónio, químico industrial utilizado  como fertilizante ou como carga explosiva para a indústria mineira.

As impressionantes imagens das explosões em um porto de Beirute têm estado a deixar, desde terça-feira, cada vez mais preocupados os moradores dessas áreas temendo que o mesmo venha acontecer nas suas zonas, por considerar-se uma verdadeira área “de barril de pólvora”

“Agora estamos com medo. Os moradores daqui do bairro Pólvora não param de pensar no que aconteceu no Líbano. Nós vivemos aqui bem próximos de uma fábrica de pólvora. Se tiver que acontecer um incidente, poderemos todos morrer”, disse uma moradora contactada via telefone pelo Correio da Kianda.

Trata-se de uma zona, que para além dos moradores, também tem preocupado as altas entidades do país. Para o comandante dos objectivos estratégicos da Polícia Nacional, a situação vivida no bairro Pólvora, considerou, em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, ser urgente que se corrija a falha, de modo a evitar-se que Angola venha, um dia, a acontecer a mesma situação ocorrida no Líbano.

“Aí, se mete um fósforo, aquele bairro todo do Kikolo desaparece”, alertou o comandante, tendo acrescentado que “aquilo é um barril autêntico de pólvora”, disse. Simão de Sousa Pereira Inglês, que se encontra nas funções desde Fevereiro, ressaltou que, no passado, a fábrica estava a quilómetros do centro da capital. Disse o oficial da polícia, sugerindo no mínimo, uma distância de 100 metros entre as casas e a fábrica de pólvora.

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