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Sociedade

Executivo preocupado: hospitais entregues por petrolíferas sem apetrechamento

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O executivo está preocupado com as infra-estruturas hospitalares que são entregues e inauguradas depois de construídas, pela empresas petrolíferas sem, no entanto, contemplar o seu apetrechamento.

A preocupação foi manifestada na semana finda pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Europeu Inocêncio, no Workshop sobre acções de responsabilidade social das empresas no sector de minerais, promovido pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em Luanda.

Segundo o governante, esta realidade tem condicionado a entrada em funcionamento das infra-estruturas, ao serviço da população.

O secretário de Estado disse que são vários os projectos e infra-estruturas que vêm sendo erguidas no país, pelas empresas petrolíferas e diamantíferas, ao longo dos anos, mas que não vêm contemplados com a componente de apetrechamento, quer mobiliária, como de equipamentos, o que tem feito com que essas infra-estruturas fiquem longos tempos inativas, mesmo depois de inauguradas.

Em resposta, o Director de Comunicação da Sonangol, Dionísio Rocha, reconheceu que tem havido situações do género, mas que já tem sido ultrapassado.

“O que a Sonangol tem estado a fazer agora é do tipo ‘chave na mão, para evitar mesmo esses constrangimentos”, afirmou.

Dionísio Rocha apresentou no evento, quatro projectos de responsabilidade social da petrolífera nacional, voltadas à atender a população no vários domínios.

Responsabilidade social

Quatro novos eixos foram apresentados na passada quinta-feira, em Luanda, como sendo de projectos de responsabilidade social da Sonangol, para os próximos cinco ano anos.

Dionísio Rocha apresentou, no evento, quatro programas que a petrolífera nacional pretende implementar nos próximos cinco anos. Tratam-se dos projectos SonaSaúde, SonaAmbiente, SonaRevitalização e SonaJovem, através dos quais a empresa pública vai ajudar o país em diversos sectores, no domínio social.

Sobre o SonaSaúde, Dionísio Rocha disse que vai ajudar a melhorar o atendimento hospitalar aos utentes que acorrem às unidades hospitalares. Neste quesito, a Sonangol está a ultimar o apetrechamento do Banco de Urgência do Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, cuja a inauguração deverá ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2024.

Os trabalhos, segundo Dionísio Rocha, custaram à Sonangol, 400 milhões de dólares, com destaque para o apetrechamento do Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, cujas acções já se encontram a decorrer.

As preocupações da juventude estão também salvaguardadas e serão asseguradas pela SonaJovem, segundo o gestor. Empreendedorismo, formação técnico-profisional são algumas das acções a serem desenvolvidas no âmbito deste programa de responsabilidade social da petrolífera nacional.

Os outros dois projectos anunciados são o SonaAmbiente e SonaRevitalização, de cujas acções já se encontram em execução.

Dionísio Rocha justificou a criação destes projectos com a necessidade de se dar respostas às várias solicitações de apoio que a petrolífera tem vindo a receber, quer sejam de organismos públicos como também de organizações da sociedade civil.

Em 2023, avançou, a Sonangol gastou perto de 170 milhões de dólares em projectos sociais a nível do país.