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Sociedade

Executivo e centrais sindicais sem acordo: trabalhadores arrancam com greve geral no dia 20 de Março

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A reunião realizada esta quarta-feira, 13, entre o Executivo e as centrais sindicais terminou sem consenso entre as partes, com os trabalhadores a reafirmarem o arranque da greve geral na Função Pública, no dia 20 de Março.

“Infelizmente, não chegamos a nenhum acordo, pelo que, mantém-se a declaração de greve”, confirmou o porta-voz dos trabalhadores, Teixeira Cândido, mas assegura estarem abertos para novas negociações se o “Governo tiver novidades”.

Dentre as solicitações dos trabalhadores constantes no Caderno Reivindicativo entregue ao Presidente da República, no dia 05 de Setembro de 2023, consta o reajuste salarial na ordem dos 250%, tendo os trabalhadores cedido para 100%, que está em análise por parte do Governo.

Em relação ao aumento do salário mínimo nacional para 245 mil kwanzas, as centrais sindicais recuaram para 100 mil kwanzas. Entretanto, o Governo quer o salário mínimo em função da dimensão da empresa.

Assim sendo, para as pequenas empresas o valor será de 48 mil kwanzas; para as médias empresas, 70 mil kwanzas e para as grandes empresas 96 mil kwanzas.

“Não é possível uma empresa com cinco trabalhadores pagar cem mil kwanzas de salário mínimo porque ela não factura isto”, declarou a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Dias.

As centrais sindicais haviam solicitado uma redução no IRT na ordem de 10%, proposta esta não acatada pelo Governo.

Também não houve consenso sobre a actualização dos subsídios previstos, tais como subsídio de aleitamento materno, funeral, morte, aborto e família também consta das reivindicações dos trabalhadores.

A Força Sindical, a UNTA-Confederação Sindical e a Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSSILA), maném, com isso, a paralisação acontece de 20 a 22 de Março, de 22 a 30 de Abril e de 03 a 14 de Junho.