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Exclusivo: Higino Carneiro confirma interesse em liderar o MPLA

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Em declarações exclusivas ao Jornal da Tarde, da Rádio Correio da Kianda, este sábado, 01, o General Higino Carneiro demonstrou interesse em concorrer à liderança do MPLA, no Congresso de 2026 dos camaradas, que indicará quem será o cabeça de lista do partido para as eleições de 2027.

“Estou a ponderar concorrer à liderança do MPLA, mas nosso partido tem Estatutos, é necessário que o Comité Central defina os passos para que surjam candidaturas. Havendo essa oportunidade, estarei na linha da frente”, disse hoje em directo, ao jornalista Queirós Chiluvia, recordando que os Estatutos internos do partido no poder permitem múltiplas candidaturas.

Ao fazer uma análise sobre a saúde interna do MPLA, o general na reforma considerou como positiva, entretanto, considera que “é necessário haver algumas mudanças”.

“Estamos bem, mas precisamos de mudar, melhorar o nível de organização, estar mais presente na base. Devemos transmitir nossa experiência de maneira que os militantes consigam fazer bem o seu papel”, avançou.

Para o antigo governador de Luanda e Cuando Cubango,  “é chegado o momento do MPLA recuperar a mística”:

“Precisamos recuperar a mística ganhadora que se traduziu ao longo dos anos num partido organizado, forte, coeso, disciplinado e sempre olhando para o futuro com confiança”.

Para tanto, segundo Higino Carneiro, é essencial que se comece “a responsabilizar todos aqueles que em nome do MPLA falam”.

“Podemos sentir e observamos na base que os militantes e cidadãos, de uma forma geral, por força das necessidades vai se sentir desmotivado, desagradado com o contexto. Temos que entender a conjuntura e acreditar que temos um futuro, um caminho longo a percorrer de maneira que o sonho para Angola venha ocorrer”, assinalou.

E deixou um apelo não só aos camaradas do seu partido como também aos angolanos, de uma forma geral: “precisamos acreditar e ter esperança no futuro. Temos que sentir que somos capazes e nos envolver na empreitada que o país precisa para realmente termos um futuro com o desenvolvimento que nos agrade. Os angolanos precisam disso”, apelou.

Escute abaixo a entrevista na íntegra 

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