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Justiça

Ex- Governadora da Lunda-Sul acusada de tentar apoderar-se de um posto de combustivel

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Numa carta aberta dirigida ao Procurador-Geral da República, a que o Correio da Kianda teve acesso, o empresário ligado a venda de combustível na Lunda -Sul, José Soares da Cruz, que diz ser sócio-gerente das organizações Salala, comércio geral e agropecuária, acusa a antiga Governadora da Lunda-sul, Cândida Narciso , de má-fé e tentativa de se apoderar das instalacões de um Posto de combustível situado naquela Província, que actualmente encontra-se paralizado, por razões, que o empresário alega ser de deslealdade por parte da antiga Governante, e pede a PGR, o desbloqueio do 74/DNIAP/18.

Eis na integra, a carta da denúncia:

Eu, José Soares da Cruz, sócio gerente das organizações Salala, Comércio geral, agropecuária, importação, exportação, Lda, com sede em Luanda, na rua comandante Ivady, n.o 169, bairro Sapu, sector 12, município do Kilamba Kiaxi, venho por este meio denunciar publicamente uma situação de injustiça de que estou a ser alvo e que culminou no encerramento há cinco anos de um Posto de Abastecimento de Combustíveis de que sou revendedor na cidade de Saurimo, na Lunda-Sul.
Na minha qualidade de revendedor da Sonangol , fiz uma série de investimentos nas referidas instalações ( o equivalente a 6 milhões de euros à época), assim como a própria empresa petrolífera com vista a melhor servir às populações locais, mas que infelizmente o seu objecto social foi bruscamente interrompido por factores alheios à minha vontade.

O encerramento arbitrário resultou de uma medida arbitrária protagonizada pela ex- governadora daquela província, a Sr. Cândida Narciso que, por processos ínvios, pretendia apoderar-se das referidas instalações.

Como resultado dessa acção, para além da população local que ficou privada de mais um
posto de abastecimento de combustíveis, três dezenas de funcionários afectos ao posto de abastecimento, a maior parte deles chefes de família, estão mergulhados no desemprego em consequência da paralisação de toda a actividade no referido posto.

De igual modo, o descontentamento dos consumidores, mais especificamente dos automobilistas, motociclistas e detentores de geradores, tem vindo a acentuar-se, numa altura em que se regista um decréscimo quantitativo da oferta de combustíveis naquela cidade.

Apesar de todas as diligências feitas da minha parte no sentido de se encontrar uma solução extra-judicial, as mesmas não tiveram o devido acolhimento, quer por parte da antiga governante, assim como de um dos administradores da Sonangol, que presumo estar mancomunado com os interesses da Sra. Cândida Narciso.

Sr. Procurador-geral da República, muito grato ficaria caso ordenasse o desbloqueado do processo-crime (no 74/DNIAP/18), que se encontra há mais de 2 ANOS na Direcção Nacional de Acção Penal, um órgão sob sua dependência, a fim de o mesmo ser levado a juízo. Com este prolongado atraso processual, não tarda que o Posto de Abastecimento em causa, com cerca de três décadas de existência, venha a declarar falência e lançar definitivamente funcionários para o desemprego, além de outras consequências nefastas para o desenvolvimento económico e social daquela província do Leste do país.

 

O Correio da Kianda tentou contactar Cândida Narciso, mas não teve sucesso.

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